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05 de junho de 2019, 08h56

Nigeriano Muhammad-Bande é o novo presidente da Assembleia Geral da ONU

O diplomata africano é o representante permanente do seu país na Assembleia, e assumirá o posto em setembro, substituindo a equatoriana María Fernanda Espinosa, para um mandato de um ano

Mohammad-Bande na Assembleia Geral da ONU (Foto: site da ONU)

O diplomata nigeriano Tijjani Muhammad-Bande foi eleito nesta terça-feira (4) para ocupar a Presidência da Assembleia Geral das Nações Unidas. Sua vitória foi por aclamação, já que concorreu como candidato único, com o apoio unânime dos representantes dos países africanos – de onde deveria surgir o novo presidente, respeitando a regra de rotação entre os continentes na direção do órgão.

Muhammad-Bande é o representante permanente do seu país na Assembleia, e assumirá o posto em setembro, substituindo a equatoriana María Fernanda Espinosa (primeira latina a ocupar o cargo), para um mandato de um ano.

Durante sua campanha para chegar ao cargo, Muhammad-Bande estabeleceu o fortalecimento das medidas para enfrentar a crise climática como a maior prioridade de sua agenda, embora também tenha destacado de sua agenda a promoção da paz e da segurança, a promoção dos direitos dos jovens e das mulheres, além das alianças para avançar na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Muhammad-Bande presidirá a Assembleia Geral durante os preparativos para a comemoração do 75º aniversário da Organização das Nações Unidas (ONU), data que ele afirmou, em seu discurso após a confirmação da vitória, a que deve servir para “diminuir a desconfiança entre as nações”.

O secretário-geral da ONU, o português António Guterres, celebrou a vitória de Muhammad-Bande e recordou que ele terá que lidar com uma agenda bastante complexa, na qual se realizarão diversas cúpulas internacionais em um espaço de poucos dias.

A Presidência da Assembleia Geral é um cargo simbólico, mas que nos últimos anos tem ganho maior relevância, devido às iniciativas dos países em promover suas figuras diplomáticas como rostos políticos.

Também passou a ser mais observada após o escândalo de corrupção envolvendo John Ashe, representante de Antígua e Barbuda, que foi presidente do órgão entre 2013 e 2014. Ashe terminou sendo preso em 2015, acusado de receber mais de um milhão de dólares durante o seu mandato, em nome de medidas para favorecer empresários chineses.

Com informações do El Diário.


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