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04 de novembro de 2019, 14h53

No Chile, rejeição ao governo neoliberal de Sebastían Piñera chega a 79% após protestos

Levantamento mostra ainda que 83% concordam que o Chile deve ter uma nova constituição, para substituir a imposta em 1980 pelo ditador Augusto Pinochet

Jair Bolsonaro e Sebastían Piñera (Reprodução/TV Brasil)

O Instituto Cadem publicou nesta segunda-feira (4) seu primeiro estudo sobre a opinião dos chilenos desde o início da convulsão social no país. Como era de esperar, os números são péssimos para o atual presidente, o megaempresário neoliberal Sebastián Piñera – um dos principais aliados de Jair Bolsonaro na região.

Segundo a pesquisa, a aprovação de Piñera é de 13%, exatamente 20 pontos menos que a última medição feita pelo instituto, em meados de setembro. Já a rejeição a ele subiu 26 pontos e agora é de 79%.

A pesquisa também afirma que estratégia do presidente chileno de promover uma reforma ministerial para tentar mostrar uma nova etapa do governo, mais voltada aos temas sociais, não deu certo: 64% dos entrevistados dizem que não gostaram das mudanças.

Outros aspectos importantes têm a ver com a constituição e com as manifestações. São 72% os que apoiam os protestos realizados no país desde o dia 18 de outubro. Por outro lado, 83% concordam que o Chile deve ter uma nova constituição, para substituir a imposta em 1980 pelo ditador Augusto Pinochet.

Em relação ao Estado de exceção decretado por Piñera, que vigorou entre os dias 20 e 27 de outubro, 66% disseram que a medida foi um erro do governo, 69% acreditam que militares e policiais cometeram abusos durante o período e 49% acham que houve violações sistemáticas aos direitos humanos.

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