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11 de outubro de 2019, 06h54

Nobel da Paz 2019 surpreende e sai para primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed Ali

Abiy Ahmed é reconhecido por seus esforços para “alcançar a paz e a cooperação internacional" com a vizinha Eritreia

Foto: Unesco

Não foi desta vez que o Brasil conquistou seu primeiro Nobel. Contrariando os rumores, o prêmio de 2019 saiu para primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed Ali, que teve atitudes decisivas para resolver o conflito de fronteira com a vizinha Eritreia. O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira (11), em Oslo, na Noruega.

As expectativas maiores para o prêmio estavam em três principais indicações: o ex-presidente Lula, o líder indígena Raoni e a jovem ambientalista Greta Thunberg. No entanto, Abiy Ahmed tem uma trajetória igualmente louvável.

Como primeiro-ministro, de acordo com o Comitê do Nobel, ele “procurou promover a reconciliação, a solidariedade e a justiça social”. Ainda iniciou importantes reformas que “dão a muitos cidadãos a esperança de uma vida melhor e de um futuro melhor”.

Etiópia e Eritreia eram inimigos de longa data. De 1998 a 2000, os dois países travaram uma guerra de fronteira que gerou anos de hostilidade e foi apenas recentemente, em julho de 2018, que restauraram as relações.
Negociações
“Quando Abiy Ahmed se tornou o primeiro-ministro em abril de 2018, ele deixou claro que desejava retomar o ritmo das negociações com a Eritreia. Em estreita cooperação com o presidente da Eritreia, Abiy Ahmed rapidamente elaborou os princípios para um acordo de paz que acabasse com o impasse entre os dois países”, diz o comunicado oficial do prêmio.
O Comitê do Nobel também reconhece com esse prêmio todos que trabalham pela paz e reconciliação na Etiópia e nas regiões leste e nordeste da África.

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