segunda-feira, 21 set 2020
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Nova corrida espacial? Um dia após anúncio russo, NASA já fala em enviar duas missões a Vênus

A descoberta de um gás que poderia indicar a presença de organismos vivos no planeta Vênus parece ter despertado ímpeto de dois velhos competidores por uma nova glória espacial

Nesta semana, Rússia e Estados Unidos anunciaram projetos de exploração do nosso vizinho mais próximo. Na terça-feira (15), a agência russa Roscosmos falou sobre uma missão “exclusivamente russa” para o planeta.

Já nesta quarta (16), os Estados Unidos rebateram dobrando a aposta: a NASA (sigla em inglês da Agência Espacial estadunidense) revelou que trabalha em dois projetos para enviar sondas de exploração a Vênus, e que ambos estariam integrados ao programa Discovery.

No entanto, nenhuma dessas iniciativas terá sucesso de forma fácil. Vênus é o segundo planeta mais próximo do Sol, e sua temperatura média supera os 400 graus celsius. Ou seja, seu calor é suficiente para derreter até os metais mais resistentes da Terra, o que tornaria muito difícil a exploração, mesmo através de sondas.

O interesse súbito por Vênus se deve a um estudo recente publicado pela revista Nature Astronomy, realizado por pesquisadores britânicos, japoneses e estadunidenses, revelou a descoberta do composto químico fosfina, um tipo de gás que é encontrado na Terra apenas através da sua produção por micróbios de ambientes anaeróbicos (sem oxigênio).

Na época da Guerra Fria, estadunidenses e russos (naquele então integrantes da União Soviética) também protagonizaram uma disputa pela primazia das glórias espaciais, na que ficou conhecida como “Corrida Espacial”.

Os soviéticos venceram a maioria dessas disputas: levou o primeiro satélite artificial para fora do planeta (Sputnik-1, em 1957), o primeiro ser vivo terrestre (a cadela Laika, também em 1957) e o primeiro ser humano (Yuri Gagarin, em 1961).

A resposta estadunidense veio em 1969, com a primeira espaçonave a aterrissar na Lua: a Apollo-11, comandada por Neil Armstrong.

Victor Farinelli
Victor Farinelli
Jornalista formado pela Universidade Católica de Santos, há 15 anos é correspondente na Argentina (2004 e 2005) e no Chile (desde 2006).