Nova estratégia de Trump aponta suposta fraude planejada por Hugo Chávez, morto há 7 anos

Equipe jurídica do atual presidente e candidato derrotado à reeleição afirma que ex-presidente da Venezuela estaria por trás da suposta conspiração para favorecer Joe Biden

A defesa de Donald Trump apresentou nesta quinta-feira (19) uma nova linha de argumentação baseada em uma suposta conspiração envolvendo Venezuela, Cuba e China, países que estariam por trás de uma mega esquema responsável por alterar o resultado das eleições de 3 de novembro, para favorecer o candidato do Partido Democrata, Joe Biden.

Segundo matéria do jornal New York Times, a nova linha argumentativa da equipe de defesa de Trump foi elaborada pela advogada Sydney Powell, e se baseia na ideia de que a China teria sido a principal financiadora do esquema, mas que a organização e planejamento do mesmo teria sido feito pelos governos da Venezuela e de Cuba, e teria sido bolado por ninguém menos que Hugo Chávez, ex-presidente da Venezuela, que governou o país entre os anos de 1999 e 2013.

Chávez governou até o dia da sua morte, há 7 anos atrás, mas Powell afirma ter uma “testemunha sólida” (que disse que só revelará em momento oportuno) que comprovaria como ele teria coordenado a criação de uma tecnologia para manipular a contagem dos votos nas últimas eleições nos Estados Unidos.

“Assim que ela (a testemunha) viu (o resultado de) vários estados, disse que sabia o que estava acontecendo, que era a mesma coisa que ela tinha visto anos atrás (na Venezuela)”, afirmou Powell.

Pela teoria de Powell, “o dinheiro da China comunista financiou uma conspiração para fazer com que o software usado nestas eleições fosse o Dominion, da empresa Smartmatic. Se trata de um programa com tantas variáveis ​​e atalhos que permite se conectar a ele externamente de várias formas, e sua principal característica é a capacidade de alterar votos, graças a um algoritmo que manipula certa porcentagem dos votos, neste caso, tirando eles de Trump e entregando a Biden”.

A advogada alega que esse software teria sido desenvolvido na Venezuela a pedido de Hugo Chávez, para impedir que ele perdesse eleições em seu país, e que o mesmo Chávez, antes de morrer, teria ordenado sua utilização para manipular processos eleitorais em outros países segundo o interesse do governo venezuelano.

Por sua vez, o advogado pessoal de Trump, Rudolph Giuliani, reforçou a tese de Powell, dizendo que “o grande erro desta eleição foi usar um programa venezuelano para contar nossos votos. Se permitimos que isso aconteça, é porque estamos nos tornando uma Venezuela”.

A empresa Smartmatic publicou um comunicado de imprensa a respeito das acusações, dizendo que são uma empresa multinacional, cuja sede principal está em Londres, no Reino Unido, e que “não somos propriedade de nenhum governo, não somoso financiados ou apoiados, e tampouco apoiamos qualquer governo”.

Com relação ao sistema de votação Dominion, a Smartmatic ressaltou que nunca forneceu “nenhum software, hardware ou outra tecnologia” com esse nome e que se trata de um produto de uma empresa concorrente, não seu.

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Victor Farinelli

Jornalista formado pela Universidade Católica de Santos, há 15 anos é correspondente na Argentina (2004 e 2005) e no Chile (desde 2006).