sábado, 26 set 2020
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Nova parcial com 97,43% dos votos praticamente garante vitória de Evo Morales em 1º turno

Enquanto a apuração das atas da eleição da Bolívia avança nesta quarta-feira (23), a diferença entre o presidente Evo Morales e o opositor Carlos Mesa se amplia. Faltando menos de 4% das urnas, Morales sustenta na dianteira com 9,82 pontos percentuais de distância vantagem para Mesa, com perspectiva de crescimento. Para garantir a quarta reeleição em primeiro turno, ele precisa ultrapassar os 10 pontos percentuais de vantagem.

À 18h43, horário de Brasília, 97,43% das atas já haviam sido contabilizadas pelo Órgão Eleitoral Plurinacional (OEP) e os números se apresentavam da seguinte forma: Evo Morales (MAS), 46,68%; Carlos Mesa (CC), 36,85%; Chi Hyun Chung (PDC), 8,82%; Outros, 7,64%. Com as cifras, Evo amplia as vantagem que já registrava sobre Mesa para 9,83 pontos percentuais.

Fórum tem acompanhado o avançar da apuração e pôde confirmar que a porcentagem foi crescendo aos poucos. Alguns dos dados observados: com 92,97%, a diferença era de 8,1 pp (45,87% x 37,68%); com 94,33%, era de 8,73 pp. (46,13% x 37,4%); com 94.93% era 8,96 pp. (46,24% x 37,28%); com 95,75% era de 9,21 pp. (46,36% x 37,15%).

Nos resultados provisórios, o atual presidente aparecia com uma vantagem de 10,14 pontos percentuais sobre o opositor, o que gerou uma forte tensão social, promovida por Mesa e pela oposição, que prometeu não aceitar a derrota. Com o lançamento de um novo sistema de contabilização de votos, o país teve problemas na transmissão dos dados provisórios, o que gerou uma interrupção por cerca de 17 horas.

Ameaça de golpe

Em entrevista concedida mais cedo, Evo denunciou que a direita tenta dar um golpe de estado no país ao não reconhecer o resultado das eleições deste domingo. “Denuncio ante o povo boliviano: está em processo um golpe de Estado. Ele foi preparado pela direita, com apoio internacional. Até agora temos aguentado e suportado com paciência para evitar violência”, declarou.

O presidente boliviano ressaltou que “não estamos em tempos de colônia” e prometeu defender a democracia. “Vamos defender a democracia, o povo organizado recuperou a democracia. Quero dizer à direita boliviana, não sejam responsáveis pelo enfrentamento boliviano, não semeiem o ódio. Somos todos uma grande família”, acrescentou.

Apuração Bolívia 97,43% | Reprodução/OEP

Lucas Rocha
Lucas Rocha
Jornalista da Sucursal do Rio de Janeiro da Fórum.