Fórum Educação
20 de Maio de 2020, 21h18

Nova Zelândia propõe semana de trabalho de 4 dias para fortalecer o turismo interno

Projeto é uma das medidas de pacote lançado pela primeira-ministra Jacinda Ardern para superar a estagnação econômica causada pela pandemia

Jacinda Ardern (foto: Contragolpe.org)

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, lançou nesta quarta-feira (20) um pacote de medidas que visa recuperar a economia do país, que praticamente já superou a crise de saúde pela pandemia do coronavírus.

A nova etapa para que o país possa recuperar a normalidade é fazer com que as atividades econômicas possam reaver o ritmo pré-coronavírus, e nesse sentido, uma das ideias mais ousadas é a proposta de que a semana de trabalho tenha apenas quatro dias.

Parece estranho querer recuperar a economia trabalhando menos? Para Ardern, não: a ideia é fazer com que o turismo seja um dos setores que lidere a retomada, e como o turismo internacional se mostra mais inviável, devido às medidas de quarentena obrigatória a todos os visitantes, a alternativa é fortalecer o turismo interno, e para isso, segundo a primeira-ministra, as pessoas precisam ter mais dias livres.

“Eu escuto muitas pessoas que propõem que tenhamos uma semana de trabalho de quatro dias. É algo que os empregadores e funcionários precisam debater, mas o coronavírus nos ensinou muitas coisas, a aceitar a quebra de certos paradigmas para que possamos avançar como país”, explicou Ardern, em uma entrevista para a imprensa local.

A líder neozelandesa também acredita que o maior tempo livre ajudaria a população a superar as semanas de estresse durante a quarentena obrigatória, entre outros problemas relacionados ao equilíbrio entre a vida e o trabalho.

A aprovação da proposta pode não ser tão difícil, já que segundo o diário britânico The Guardian, algumas empresas da Nova Zelândia já funcionam com esse sistema há anos.

Segundo projeções do FMI (Fundo Monetário Internacional), a economia neozelandesa deve sofrer uma contração de 8% em 2020, e o desemprego poderia aumentar entre 15% e 30%. Mesmo assim, o governo pretende manter sua proposta, como forma de evitar que esses números sejam alcançados.


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