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12 de dezembro de 2019, 11h15

Novo ministro argentino diz que política econômica terá foco no social e não será gerida pelo FMI

Ao longo do governo de Macri, a dívida externa saltou de 28% para 60% do PIB, enquanto a dívida pública avançou de 53% para 76% do PIB

Foto: Reprodução

O novo ministro da Economia da Argentina, Martín Guzmán, afirmou, nesta quarta-feira (11), no Palácio da Fazenda, em Buenos Aires, em sua primeira coletiva de imprensa, que a nova política econômica do país será desenvolvida com foco na questão social.

Ele disse que o que o país enfrenta uma “situação de extrema fragilidade”. Por conta disto, o governo prepara um projeto de lei com medidas orientadas para lidar com a “profunda crise econômica e social enfrentada pelo país”, com o objetivo de restabelecer as condições para frear a queda na atividade econômica.

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Ao longo do governo de Mauricio Macri, a dívida externa da Argentina saltou de 28% para 60% do PIB, enquanto a dívida pública avançou de 53% para 76% do PIB. Também entre 2015 e 2019, a fatia da população vivendo abaixo da linha da pobreza subiu de 30% para 40%, e a taxa de desemprego passou de 6,5% para 10,6%.

A previsão é que a inflação supere os 54%, enquanto o PIB do país deve encolher em 3% este ano, ante aumento de 2,7% registrado em 2015.

Ele afirmou que a dívida externa tem uma posição central no programa macroeconômico do novo governo. Guzmán sustenta que não haverá ajuste fiscal em 2020.

“Para não ter que fazer um ajuste fiscal brutal, é preciso resolver o problema da dívida. E para poder pagar a dívida é preciso ter capacidade de pagamento. Para isso, a economia tem de se recuperar”, frisou o ministro.

O ministro disse também que já mantém conversas com o FMI para negociar o pagamento da dívida.

“A forma que vamos fazer isso não é por confronto. Queremos ter uma relação construtiva com todos os nossos credores, tanto privados quanto com o FMI, para que eles saibam que temos um problema e que temos de trabalhar juntos para que possamos pagá-los. Temos o reconhecimento do FMI da grave situação econômica da Argentina”, disse ele, complementando que a nova política macroeconômica está sendo desenhada pelo novo governo, e não pelo Fundo.

Guzmán afirmou que a meta é adequar o acordo feito com o FMI à nova política macroeconômica, já que o acordo atual “fracassou”.

Economistas estimam que as reservas líquidas do Banco Central seriam inferiores a US$ 10 bilhões, enquanto os pagamentos de dívida previstos para 2020 superam US$ 20 bilhões.

Com informações da revista Exame


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