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26 de março de 2018, 21h21

“O Brexit não teria acontecido sem a Cambridge Analytica”, revela ex-funcionário da empresa

Em entrevista, Chirstopher Wylie, ex-funcionário da Cambridge Analytica que revelou como a empresa usou dados do Facebook de mais de 50 milhões de norte-americanos para eleger Donald Trump, disse que foi o mesmo método que possibilitou a saída do Reino Unido da União Europeia

Reprodução/Flickr

Além de ter coletado indevidamente dados do Facebook de mais de 50 milhões de norte-americanos para ajudar na campanha que elegeu Donald Trump presidente dos Estados Unidos, a empresa britânica de consultoria política Cambridge Analytica também coletou dados da rede social de milhões de cidadãos do Reino Unido e que permitiram a aprovação do Brexit em 2016.

A revelação foi feita pelo ex-funcionário da empresa Chistopher Wyile, o mesmo que colocou sua ex-empresa e o Facebook no centro de uma polêmica sobre privacidade e utilização de dados.

“Não trabalhei na campanha pelo Brexit, mas fui uma presença fantasma porque conhecia muita gente e ajudei a montar a empresa que foi posta a serviço da companha. Sabia tudo o que se passava. Eu os coloquei em contato e acompanhei o que faziam”, disse Wyile a jornalistas em uma entrevista publicada pelo El País neste domingo (25). Ao ser perguntado sobre se o Brexit teria acontecido sem a Cambridge Analytica, o ex-funcionário foi direto: “De modo algum”.

Desde que revelou que utilizou dados de usuários do Facebook na eleição de Donald Trump, com o consentimento da empresa de Mark Zuckerberg, a Cambridge Analytica e a rede social têm sido duramente pressionadas e questionadas quanto aos seus métodos. Inicialmente, o Facebook havia solicitado que a empresa britânica apagasse os dados coletados de usuários, mas não confirmou se os dados de fato foram excluídos e nem se esforçou pra que isso acontecesse. O pior: não avisou os usuários que seus dados estavam sendo utilizados.

“Temos que aceitar que os dados pessoais estão se transformando em uma parte integral da digitalização da sociedade. A questão não é evitar que dados pessoais sejam usados. A pergunta é quais são os riscos dos dados pessoais e como podemos garantir que sejam processados e administrados de um modo seguro para as pessoas”, disse Wyile na mesma entrevista.

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Confira a entrevista completa no site do El País Brasil.


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