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02 de julho de 2018, 07h28

Obrador promete combate à corrupção e “mudanças profundas” no México

Esquerdista falou para multidão que aguardava seu primeiro discurso como presidente eleito

Em seu primeiro discurso como presidente eleito do México, Andrés Manuel López Obrador conclamou o povo mexicano à reconciliação nacional. Depois de tentar por três vezes, Obrador finalmente consquistou a maioria do eleitorado. O resultado foi anunciado no final da noite deste domingo (1º). Ele foi eleito com 53% dos votos contra 22% do representante da direita Ricardo Anaya. José Antonio Meade ficou com 15,7% e Jaime Rodriguez Calderón com 5%.

Obrador afirmou que o México passará por mudanças profundas, mas com respeito à democracia. “O novo projeto de nação buscará estabelecer uma autêntica democracia, não apostamos construir uma ditadura aberta ou fechada”, disse o novo presidente.

“As mudanças serão profundas, mas acontecerão com apego à ordem legal estabelecida. Haverá liberdade empresarial, de expressão, de associação e de crenças. Serão garantidas todas as liberdades individuais e sociais, assim como os direitos políticos consagrados em nossa constituição”.

O novo presidente procurou dar sinais ao empresariado e ao mercado financeiro ao garantir o respeito a contratos firmados antes da eleição. “O novo governo manterá a disciplina financeira e fiscal. Os compromissos estabelecidos com empresas, bancos nacionais e estrangeiros serão reconhecidos. No entanto, alertou que irá revisar contratos com o setor energético “para prevenir atos de corrupção e ilegalidade”.

Sem conta no banco e nem cartão de crédito

Chamado de populista e radical pelos adversários, Obrador é descrito pelos analistas políticos mexicanos como um homem de centro-esquerda. Sua imagem pública é a de um homem simples, pouco afeito às benesses oferecidas a quem circula no ambiente do poder. Não tem conta em banco, não tem cartão de crédito. O apartamento onde vive é adequado ao padrão da classe média mexicana, sem luxos e ostentações.

Nas viagens pelo país, dispensou o uso de guarda-costas. Em uma das cidades que visitou, ganhou um galo de um admirador. Ao voltar para casa com o presente, deixou a ave no banheiro. Às cinco da manhã, ele, a esposa e os dois filhos acordaram assustados. Era o galo cantando para o raiar do novo dia.


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