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29 de outubro de 2019, 11h09

ONU adia envio de delegação para investigar ataques aos Direitos Humanos no Chile

Equipe chegaria nesta terça-feira (29) para analisar centenas de denúncias, que incluem assassinatos cometidos por militares e policiais, além de diversos casos de ferimentos à bala, agressões, tortura, estupros, nudez forçada e diferentes tipos de humilhação

Ato no Chile (Foto: Esteban Calderón/El Desconcierto)

Direto do Chile

As expectativas dos movimentos sociais chilenos com a chegada da delegação de observadores enviada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos se viu frustrada nesta terça-feira (29), quando a entidade com sede em Genebra anunciou em comunicado que a visita ao país foi adiada por tempo indeterminado.

A equipe chegaria ao Chile para analisar as centenas de denúncias de organizações de defesa dos direitos humanos, que incluem assassinatos cometidos por militares e policiais – há diferentes versões sobre a cifra exata de mortos, que variam entre 22 e 47 no total –, além de diversos casos de ferimentos a bala, agressões, tortura, estupros, nudez forçada e diferentes tipos de humilhação. Também se registram dois casos de pessoas desaparecidas.

O envio da delegação havia sido anunciado na quinta-feira passada (24) pela alta comissária e ex-presidenta chilena Michelle Bachelet, após pedido do Instituto Nacional de Direitos Humanos (INDH), que vem reunindo a maioria das acusações de abusos cometidos por agentes do Estado chileno.

A assessora de Bachelet para as Américas, María Jeannet Moya, explicou que “a delegação, que será conformada por três observadores, deve chegar ao Chile nos próximos dias”. “Ainda não temos uma data exata, mas podemos assegurar que será em breve”.

As manifestações no Chile começaram no dia 18 de outubro e já estão no 12º dia consecutivo. Entre 20 e 27 de outubro, o país viveu sob Estado de exceção decretado pelo presidente Sebastián Piñera, o que permitiu o uso das Forças Armadas para ajudar a polícia (também militarizada) nas tarefas de segurança interna. Nesse período se registraram a maioria dos casos de mortes e abusos diversos.

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