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04 de junho de 2020, 11h44

Organizações ao redor do mundo fazem campanha pelo Nobel da Paz para médicos cubanos

Governo cubano denuncia que, mesmo em meio à pandemia, os EUA seguem aplicando boicotes ao país e à atuação dos profissionais de saúde

Foto: Rolando Segura/TeleSur

Diversas organizações internacionais, políticos e famosos estão participando da campanha para que o próximo Nobel da Paz seja entregue a médicos cubanos. De acordo com um levantamento feito pela agência Prensa Latina e divulgado nesta quarta-feira (3), já são mais de 70 organizações ao redor do mundo que disseram apoiar a entrega do prêmio aos profissionais de saúde da ilha.

Associações e grupos da França, Honduras, Espanha, Itália, Hungria, Bélgica, Irlanda, Suíça, Argentina, Reino Unido, Cuba, Dinamarca, Tunísia, Perú, Alemanha e Grécia assinaram uma petição da agência em apoio à campanha. De acordo com a Prensa Latina, políticos, intelectuais e jornalistas também aderiram à campanha.

O jornal do Comitê Central do Partido Comunista Cubano, Granma, publicou um texto nesta quinta-feira (4) destacando o apoio internacional para que os médicos recebam o prêmio, mas também pedindo “clamor” contra os diversos boicotes econômicos “criminosos” que os Estados Unidos têm instaurado contra o país.

Em entrevista ao Brasil de Fato, o Cônsul Geral de Cuba em São Paulo, Pedro Monzón, também criticou os obstáculos criados pelos EUA para restringir a atuação dos profissionais cubanos em outros países.

“Agora, com a pandemia, no lugar de relaxar, renunciar ou eliminar essa campanha contra a cooperação médica cubana, estão a fazendo de forma mais intensa, mais forte. O governo dos EUA falou com países que solicitaram a ajuda de Cuba, para evitar que contratem ou façam convênios para a participação de médicos cubanos para o controle da pandemia. Isso é um crime”, disse.

Atualmente, o país socialista mantém centenas de equipes médicas em 60 diferentes países, e em ao menos 4 continentes. São cerca de 1,8 mil os profissionais de saúde cubanos que estão combatendo a pandemia fora do seu país, neste momento.

O jornalista Rolando Segura, da TeleSur, publicou uma foto em suas redes sociais nesta quinta-feira (4) mostrando a chegada de 85 médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde cubanos no Peru, para atuar contra o avanço da doença no país.

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