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19 de fevereiro de 2020, 13h07

Papa Francisco se aproxima da China e desafia Estados Unidos

A reunião entre os representantes do Vaticano e do governo chinês foi a primeira entre os dois Estados nos últimos 70 anos, e aconteceu no dia 14 de fevereiro, dia seguinte do encontro do Papa Francisco com Lula

Papa Francisco (Foto: ACI Digital)

Os recentes gestos do Vaticano, que indicam uma aproximação com a China, vem causando forte insatisfação do governo dos Estados Unidos. O pior deles foi o encontro de Paul Gallagher, secretário de Relações com Estados da Santa Sé, com o chanceler chinês, Wang Yi.

A reunião entre os representantes do Vaticano e do governo chinês foi a primeira entre os dois Estados nos últimos 70 anos, e aconteceu no dia 14 de fevereiro, dia seguinte do encontro do Papa Francisco com Lula – para alegria dos que buscam argumentos para acusar o sumo pontífice de “apoiar o comunismo”.

No encontro, Gallagher e Yi assinaram um acordo sobre a nomeação de bispos católicos na China, além de estabelece um diálogo institucional para favorecer as atividades da Igreja no país asiático. Segundo matéria do Vatican News, “as partes expressaram o desejo de uma maior cooperação internacional, com o fim de promover a convivência civil e a paz no mundo”.

Segundo Stanislav Stremidlovski, analista russo especializado nas relações políticas do Vaticano, a agenda do Papa Francisco e seus assessores mostra que a Igreja pretende mostrar que pretende impulsionar uma agenda sem interferência externas.

“A reunião pode ser considerada como um desafio do Vaticano a Washington. O Para Francisco tenta mostrar que não se intimida pelas pressões da Casa Branca ou do Departamento de Estado, e que promoverá uma relação com China independente de se isso desagrada o governo norte-americano”, comentou Stremidlovski.


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