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04 de abril de 2019, 08h50

Para Hitler, os que consideravam nazismo de esquerda eram “idiotas e poltrões burgueses”

Afirmação está no seu diário “Mein Kampf”. O líder nazista estaria rindo alto de Jair Bolsonaro, Ernesto Araújo e Olavo de Carvalho

Foto: WikiCommons

Adolf Hitler, o Führer da Alemanha de 1934 até 1945, afirmou que a confusão entre nazismo e comunismo – em certa medida incitada pelos próprios nazis como estratégia publicitária – era, para ele, hilária. O fato está narrado textualmente em “Minha Luta”, o misto de autobiografia e manifesto de ódio lançado em 1925 no qual a ideologia nazista foi consolidada.

“Quantas boas gargalhadas demos à custa desses idiotas e poltrões burgueses, nas suas tentativas de decifrarem o enigma da nossa origem, nossas intenções e nossa finalidade! A cor vermelha de nossos cartazes foi por nós escolhida, após reflexão exata e profunda, com o fito de excitar a esquerda, de revoltá-la e induzi-la a frequentar nossas assembleias; isso tudo nem que fosse só para nos permitir entrar em contato e falar com essa gente.”

O líder nazista, se estivesse vivo, provavelmente estaria rindo mais alto ainda ao ouvir o presidente Jair Bolsonaro, o ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, e o guru do bolsonarismo Olavo de Carvalho insistirem na tese de que o nazismo é de esquerda.

Em um capítulo devidamente intitulado “A Luta com os Vermelhos”, Hitler narra como seu partido era muitas vezes confundido com o dos seus inimigos da esquerda, principalmente pelos “burgueses comuns” que, escreveu Hitler, “ficavam muito chocados por nós termos também recorrido à simbólica cor vermelha do bolchevismo”.

Hitler tinha repulsa ao ideário igualitário universal comunista. O propagandista do Reich, Joseph Goebbels, escreveu num famoso livreto de propaganda de 1926: “O marxismo, cujas teorias são fatais para os povos e raças, é exatamente o oposto do [nacional] socialismo”.

Ao longo de sua autobiografia, Hitler descreve o marxismo diversas vezes como uma doença pestilenta, uma doutrina irracional e um risco existencial à Alemanha, que deveria ser combatido e aniquilado. Diz ele:

“Nos anos de 1913 e 1914, expressei minha opinião pela primeira vez em vários círculos, alguns dos quais agora são defensores do movimento nacional socialista, de que o problema sobre como o futuro da nação alemã pode ser assegurado é o problema sobre como o marxismo pode ser exterminado”.

Com informações de João Carlos Magalhães no Intercept Brasil


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