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29 de fevereiro de 2020, 00h10

Paraíso da saúde privada, Chile cobrará no mínimo 40 reais por teste de coronavírus

País considerado modelo por Paulo Guedes e Jair Bolsonaro não tem saúde gratuita, e valor estipulado representa um dia de salário para uma grande parte dos trabalhadores

O ministro da Saúde do Chile, Jaime Mañalich, faz anúncio junto com sua equipe (foto: Ministério da Saúde do Chile)

O Ministério da Saúde do Chile anunciou quinta-feira (28) o que qualificou como uma “boa noticia”. Segundo o ministro Jaime Mañalich, “o governo está preocupado com os abusos dos centros médicos privados, e fixou um valor máximo de 20 mil pesos chilenos (equivalente a 110 reais) para fazer o teste”, se referindo ao exame que identifica se o paciente tem o coronavírus.

O valor mínimo, pelo sistema Fonasa (que funciona como um plano de saúde controlado pelo Estado) será de 7 mil pesos (cerca de 40 reais). Segundo números da Fundação Sol, esse valor equivale a média de um dia de trabalho para uma grande parte da população chilena que trabalha na economia informal, e tem renda mensal bem menor que um salário mínimo – que no país é de 301 mil pesos, cerca de 1650 reais.

O Chile é o paraíso do livre mercado, e sua constituição é tão neoliberal que tem até um artigo que impede ou limita a participação do Estado em atividades econômicas quando há o interesse de privados em explorá-la.

Além disso, o país não possui um sistema de saúde como o SUS no Brasil, e mesmo os mais pobres precisam ser clientes do sistema Fonasa, o mais barato do mercado, para ter acesso à saúde.

Até o momento, o Chile não teve nenhum caso oficial de coronavírus. Há 11 casos suspeitos, dos quais 7 pessoas puderam fazer o teste e deram negativo para a presença do vírus Covid-19 (nome científico desta nova versão do coronavírus), segundo o Ministério da Saúde.


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