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02 de julho de 2019, 22h29

Pela primeira vez, União Europeia indica mulheres para seus dois cargos mais importantes

A alemã Ursula von der Leyen, ministra da Defesa do seu país, foi nomeada para chefiar a Comissão Europeia, enquanto a francesa Christine Lagarde, ex-ministra da Economia do seu pais e atual economista-chefe do FMI, está a um passo de assumir o Banco Central Europeu

A alemã Ursula von der Leyen e a francesa Christine Lagarde (Foto: Reprodução)

Após dois dias de reuniões em Bruxelas, capital da Bélgica e da União Europeia, os presidentes dos países-membros do bloco chegaram a um acordo nesta terça-feira (2) sobre os nomes a serem indicados para comandar as principais instituições da estrutura continental.

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Novamente Alemanha e França mostraram sua força e impuseram suas representantes nos dois cargos mais importantes, mas o fator histórico está precisamente no artigo feminino usado para se referir a elas. Sim, pela primeira vez na história, duas mulheres estarão à frente das principais instituições do continente.

Para Comissão Europeia, espécie de Poder Executivo-Moderador, a nomeada é Ursula von der Leyen, atual ministra da Defesa da Alemanha. Para o BCE (Banco Central Europeu) o nome proposto foi o de Christine Lagarde, ex-ministra da Finanças do governo de Nicolás Sarkozy (2002-2007) e atual economista-chefe do FMI (Fundo Monetário Internacional).

Ambas ainda precisam ser ratificadas pelos novos deputados do Parlamento Europeu, que tomaram posse nesta mesma terça. As avaliações devem ser feitas ainda durante esta semana, e há pouquíssimos exemplos históricos de que um nome seja rejeitado nessa instância.

Se confirmam suas nomeações, Leyen e Lagarde derrubaram uma hegemonia masculina de mais de 60 anos no poder dentro da União Europeia.

No entanto, vale destacar que ao menos a alemã não era a primeira escolha para o cargo. Seu nome foi proposto pelo presidente francês Emmanuel Macron, depois que os presidentes de Hungria, Polônia, República Tcheca, Eslováquia e Itália impuseram um veto à candidatura do ex-chanceler holandês Frans Timmermans, por suas críticas anteriores a esses governos, que ele considerou “populistas, e que não protegem a independência do Poder Judiciário em seus países”.

Com informações do The Guardian.


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