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06 de janeiro de 2020, 18h14

Pentágono nega decisão contrária a Trump sobre tropas estadunidenses do Iraque

Em declarações dadas no domingo, Trump havia dito que não deixaria o Iraque e que adotaria sanções caso os EUA fossem realmente expulsos

Foto: Shealah Craighead/Casa Branca

Uma carta enviada nesta segunda-feira (6) pelo Pentágono ao Ministério da Defesa do Iraque dá conta de que os Estados Unidos irão acatar a decisão do parlamento iraquiano de determinar a saída das tropas estadunidenses do país. A mensagem, que contrariava declarações dadas pelo presidente Donald Trump, foi negada pelo Secretário de Defesa após repercutir em diversos meios de comunicação.

A mensagem afirmava que a coalizão vai deixar o Iraque “em respeito à soberania” do país e irá “reposicionar as forças nos próximos dias e semanas”. Embora não tenha sido confirmada pelo Pentágono, autoridades estadunidenses teriam confirmado a veracidade à jornalista Liz Sly, responsável pela cobertura do Washington Post no Oriente Médio, e a agências de notícias como a Reuters.

“Embora a carta não tenha assinatura, os militares dos EUA confirmaram sua autenticidade. Ainda não está claro se é uma retirada total ou parcial, mas a referência à deferência à decisão do parlamento iraquiano faz com que pareça bastante definitivo”, publicou Sly no Twitter.

Por volta das 18h30, o Secretário de Defesa, Mark Esper, declarou que as tropas estadunidenses não iriam deixar o Iraque e que desconhecia completamente a mensagem que ganhou forte repercussão.

Trump contrariado

Em declaração dada no domingo, Trump havia afirmado que os EUA construíram bases militares muito caras no Iraque e só sairiam do país caso fossem ressarcidos. Ele ainda afirmou que pretendia impor duras sanções.

“Se notamos algum ato hostil, se fizerem algo que consideramos inaceitável, vamos impor sanções ao Iraque, sanções muito duras”, afirmou em conversa com jornalistas. “As sanções contra o Irã vão parecer leves”, completou.

Iraque

O Iraque tem sido palco dos conflitos entre Estados Unidos e Irã que têm se intensificado nos últimos dias. O general Qassem Soleimani, comandante da Força Al Quds, a unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã, foi assassinado por drones estadunidenses nas proximidades do Aeroporto Internacional de Bagdá. Uma série de explosões também foi registrada nos últimos três dias.

Atualização às 19h13

 

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