quinta-feira, 29 out 2020
Publicidade

Perto do primeiro milhão de mortes na pandemia, OMS declara que segundo milhão também é “provável”

Segundo Mike Ryan, diretor do Programa de Emergências de Saúde, “até que tenhamos um grau de imunização contra o coronavírus em todos os países, infelizmente, é bem possível que os números atuais possam ser duplicados”

Faltam cerca de 15 mil mortes para que o mundo alcance a triste marca de 1 milhão de vítimas fatais da pandemia de covid-19. Quase todos os especialistas que vêm comentando recentemente sobre o recorde projetam que o número será atingido durante este fim de semana, ou, no máximo, na próxima segunda-feira (28).

Há quem imagine que, com algumas vacinas em vias de serem lançadas – desenvolvidas por países como Rússia e China –, este poderia ser o último número redondo. No entanto, a OMS (Organização Mundial da Saúde) considera que um segundo milhão de óbitos na pandemia não só é possível como também provável.

Foi o que declarou, nesta sexta-feira (25), um dos principais diretores do organismo. O estadunidense Mike Ryan, diretor do Programa de Emergências de Saúde, disse ver o lançamento das vacinas como “uma notícia positiva”, mas faz uma ponderação: “não há um esforço em conjunto entre os países para a distribuição das vacinas, e mesmo que houvesse, estamos falando de um processo que pode tardar meses, imunizar bilhões de pessoas em todo o mundo, em centenas de países”.

Continuando com sua análise, Ryan afirmou que “até isso acontecer (a vacinação de uma grande maioria da população), não só é possível como, infelizmente, é provável que os números atuais possam ser duplicados”.

Ryan também comentou que, segundo um informe recente da OMS, após mais de 9 meses do início da pandemia, e com todos os países do mundo já tendo sido afetados, “o número de pessoas com anticorpos é de pouco mais de 10% da população mundial, o que não permite imaginar que o ritmo atual de mortes diárias (que tem sido de por volta de 5 mil) possa diminuir a curto ou médio prazo”.

Victor Farinelli
Victor Farinelli
Jornalista formado pela Universidade Católica de Santos, há 15 anos é correspondente na Argentina (2004 e 2005) e no Chile (desde 2006).