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20 de novembro de 2019, 22h20

Polícia vasculha casas de 27 dirigentes sociais na véspera de greve geral na Colômbia

Organizações e movimentos afetados pela ação afirmam que se trata de um método de intimidação por parte das autoridades, que querem desmobilizar os setores envolvidos na greve.

Foto: El Espectador

Nesta quarta-feira (20), a Central Unitária de Trabalhadores da Colômbia denunciou a realização de 27 ações de busca e apreensão por parte da polícia desse país, em casas de dirigentes sociais ligados ao Congresso dos Povos, além de representantes de organizações sociais e sindicatos.

As ações aconteceram nas cidades colombianas de Cali e Medellín, além da capital Bogotá. As organizações e movimentos afetados por esta situação responderam dizendo que se trata de um método de intimidação por parte das autoridades, na tentativa de desmobilizar as pessoas através do medo, e boicotar a greve geral programada para esta quinta-feira (21).

Eles asseguram que os policiais que participaram da operação sequer possuíam um argumento para justificar seu atuar, apenas indicaram que estavam “seguindo ordens superiores”, ou que buscavam “elementos perigosos”. Também denunciaram que algumas dessas ações sequer foram registradas como ocorrências formais.

Por sua parte, o ministro de Defesa da Colômbia, Carlos Holmes Trujillo, deu uma declaração que soou como reconhecimento a uma ação de intimidação, ao dizer que as operações policiais tinham a finalidade de “prevenir” contra atos de violência que pudessem acontecer durante a jornada de mobilizações a nível nacional.

A greve geral na Colômbia acontecerá neste dia 21 de novembro, e contará com a participação de centenas de organizações sociais de todo o país, que pretendem expressar seu repúdio às políticas neoliberais do governo do presidente Iván Duque. Também exigem maior respeito à vida por parte das autoridades, especialmente das ligadas à segurança pública, e maiores garantias à participação política de opositores e movimentos sociais.

Desde a posse de Duque, em agosto de 2018, a Colômbia vem sofrendo uma intensificação da violência política. Além disso, o presidente foi eleito prometendo não cumprir os Acordos de Paz, levando a um cenário político que vem produzindo assassinatos de líderes sociais e políticos de forma sistemática.


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