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20 de março de 2020, 12h26

Presa política, advogada de Evo denuncia oferta de liberdade em troca de acusá-lo de terrorismo

Método chama a atenção por se assemelhar muito às denúncias feitas contra procuradores da Lava Jato no Brasil, de que ofereciam benefícios em troca de envolver Lula

A advogada Patricia Hermosa (Foto: El Deber)

A advogada Patricia Hermosa, representante legal de Evo Morales, que se encontra presa desde o dia 3 de fevereiro, denunciou que representantes do Ministério Público boliviano ofereceram a ela o benefício da liberdade condicional, caso ela acusasse o ex-presidente Evo Morales de “terrorismo, financiamento do terrorismo e sedição”.

Também diz que está consciente de que sua prisão é uma prisão política, e que não é difícil que ela seja libertada enquanto a ditadora Jeanine Áñez esteja no poder. As declarações foram dadas em entrevista ao meio argentino Marcha, e publicadas nesta quarta-feira (18).

“Antes me perguntavam sobre a documentação que eu tinha, depois os documentos desapareceram (…), agora, querem que eu diga que meu chefe fez terrorismo”, conta Hermosa.

Para a advogada, sua prisão configura uma ação discriminatória “de gênero, de classe, étnica, e também ideológica. Só há índios presos por aqui”. Ela assegura que não aceitará testemunhar contra Evo, apesar das pressões.

O método usado pelos promotores bolivianos, pressionando Hermosa para que inclua acusações a Evo Morales em troca de benefícios na pena, lembra muito as denúncias contra os procuradores da Operação Lava Jato no Brasil, que são acusados de oferecer benefícios aos delatores premiados que incluam o envolvimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seus testemunhos, algo que ficou ainda mais transparente com a série Vaza Jato, do The Intercept.


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