No rastro do crime ambiental nas praias do Nordeste
13 de agosto de 2018, 21h36

Pressão popular: Ministro da Cultura do Chile deixa o cargo por relativizar a ditadura

Em livro de 2015, Mauricio Rojas questionou a validade de um museu de Direitos Humanos que mostra as atrocidades da ditadura chilena, postura parecida com a de Jair Bolsonaro, que recorrentemente minimiza a ditadura militar brasileira

Foto: Telesur

O economista Mauricio Rojas, ministro da Cultura do Chile, pediu renúncia do cargo nesta segunda-feira (13) após pressão popular pela sua saída do governo. Ele havia tomado posse há apenas três dias.

Em livro de 2015, Rojas relativizou a ditadura chilena ao questionar a validade do Museu da Memória e dos Direitos Humanos de Santiago. Inaugurado no mesmo ano, a mostra permanente do museu narra as atrocidades, como a tortura, praticadas durante o regime de Augusto Pinochet (1973-1990).

“Mais do que um museu, é uma instalação cujo objetivo… é chocar o espectador, deixando-o atordoado e impedindo-o de raciocinar. É uma manipulação da História… um uso desavergonhado e impreciso de uma tragédia nacional que tocou tantos de nós diretamente”, escreveu o agora ex-ministro.

A imprensa chilena descobriu a declaração na semana passada e inúmeros políticos, de direita e esquerda, bem como a população, fizeram pressão para que Rojas renunciasse ao cargo.

No Brasil, a figura que mais tem relativizado a ditadura militar é o deputado federal e candidato à presidência Jair Bolsonaro. O parlamentar, capitão da reserva do Exército, recorrentemente tece elogios ao torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, chefe do DOI-Codi durante o regime militar, chama o golpe de 1964 de “revolução”, defende a tortura e diz que a prática era utilizada por militantes de esquerda para “conseguir indenizações”.

 


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum