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21 de março de 2019, 08h56

Primeira ministra da Nova Zelândia anuncia banimento de armas semiautomáticas

O anúncio, elogiado em várias partes do mundo, foi feito poucos dias depois da chacina que matou 50 pessoas em duas mesquitas

Foto: Reprodução CNN

A primeira ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, anunciou nesta quarta-feira (20) que vai proibir, até no máximo o dia 11 de abril, o uso no país de rifles semiautomáticos de estilo militar. O pronunciamento foi feito poucos dias depois da chacina que matou 50 pessoas em duas mesquitas em Linwood.

O país também proibirá fuzis de assalto, magazines de alta capacidade e certas peças de modificação, disse ainda a primeira-ministra.

“Em suma, todas as armas semiautomáticas usadas no ataque terrorista na sexta-feira serão proibidas neste país”, disse ela.

O comissário Mike Bush disse também que “foi concluído o processo de identificação de todas as 50 vítimas e todos os parentes já foram comunicados. Isso é um marco para este processo.”

Uma anistia deve ser colocada em prática para que as armas sejam entregues, com um esquema de recompra a ser anunciado em breve, a um custo estimado de $NZ 100 milhões a $NZ 200 milhões.

O governo anunciou também medida imediata que impedirá a venda e o armazenamento das armas até que as novas leis possam ser implementadas, disse ela.

Perguntada sobre as pessoas que mantêm ilegalmente armas semiautomáticas de estilo militar, ela respondeu: “nós só queremos as armas de volta”.

Ela disse ainda: “aos atuais donos das armas atingidos pela proibição, reconheço que muitos de vocês agiram dentro da lei”, disse Ardern. “Em reconhecimento a isso e para incentivar seu retorno, estaremos estabelecendo um esquema de recompra”, anunciou.

Qualquer um que mantiver as armas após o período de anistia terá multas de até $NZ 4.000 e três anos de prisão.

Ação imediata

A primeira ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, deu exemplo ao mundo ao agir imediatamente contra a violência que culminou com a morte das 50 pessoas em duas mesquitas, na última sexta-feira (15).

Ao menos quatro pessoas envolvidas nos ataques foram detidas: três homens – dos quais um seria australiano – e uma mulher.

No mesmo dia do atentado, ela fez um pronunciamento em cadeia nacional informando que vai mudar a as leis com o intuito de limitar o acesso às armas de fogo no país. “Agora é a hora de mudar”, disse.

Aos 38 anos, Ardern é a primeira-ministra mais jovem da Nova Zelândia. É do Partido Trabalhista, define-se como social-democrata e progressista, defende impostos para pessoas de rendas altas e um Estado de bem-estar social. Em 2008, foi eleita presidente da União Internacional da Juventude Socialista. Anunciou sua gravidez em janeiro de 2018, conciliando a gestação com o cargo. A primeira-ministra deu à luz uma menina no dia 21 de junho de 2018.

O exemplo de Ardern chega no mesmo momento em que várias nações comandadas por líderes de extrema direita, incluindo o Brasil de Jair Bolsonaro, anunciam medidas para a liberação do uso de armas.

Nos EUA, o senador democrata e pré-candidato à presidência, Bernie Sanders, tuitou: “Isso é o que é ação real para parar a violência armada. Devemos seguir o exemplo da Nova Zelândia, assumir a NRA (National Rifle Association) e proibir a venda e distribuição de armas de assalto nos Estados Unidos”.

Com informações da SBS News

 

 


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