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24 de outubro de 2019, 12h03

Principal estação de metrô de Santiago, no Chile, teria se tornado centro de tortura

Em depoimento, uma das vítimas disse que foi brutalmente agredida e golpeada com toalhas molhadas

Reprodução

Nesta quarta-feira (24), o Instituto Nacional de Direitos Humanos (INDH) do Chile confirmou que recebeu denúncias por supostas torturas que teriam ocorrido dentro da estação de metrô Baquedano, uma das mais movimentadas em Santiago. Observadores do Instituto dizem a o local teria se tornado um centro de tortura na capital pois, além das denúncias, também encontraram poças de sangue e amarras de plástico nos trilhos do trem.

Uma das denúncias viralizou nas redes sociais e alega torturas sofridas por um jovem preso após os protestos desta terça-feira (23). Em depoimento, a vítima disse que foi brutalmente agredida e golpeada com toalhas molhadas, o que lhe gerou hematomas. Ele também contou que presenciou outros detidos pela polícia chilena sofrendo as mesmas agressões no local.

A irmã da vítima relatou que o jovem foi socorrido pela Cruz Vermelha e foi deslocado a um centro assistencial, onde mostrou sinais de estresse pós-traumático. O diretor do INDH, Sergio Micco, disse em entrevista a uma rádio chilena  que o órgão vai apresentar um recurso de apoio pelos atos ocorridos na estação Baquedano, mas que a responsabilidade por aferir se houve ou não tortura no local está a cargo do Ministério Público.

Outro relato de tortura recebido pelo INDH conta que quatro pessoas detidas pela polícia foram “crucificadas” em uma antena da 23ª Delegacia Policial de Peñalolén, onde foram encaminhados por suspeita de roubo. O documento do instituto também menciona o uso de spray de pimenta, assim como golpes contra as vítimas.


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