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12 de fevereiro de 2019, 09h40

Procurador, pai do chanceler Ernesto Araújo dificultou extradição de nazista durante a ditadura

Escolhido para o cargo pelo presidente Ernesto Geisel, Henrique Fonseca de Araújo deu pareceres negativos à extradição de Gustav Franz Wagner, conhecido como “besta humana", responsabilizado por 250 mil mortes entre 1942 e 1943

Ernesto Araújo e o pai (no detalhe), Henrique Fonseca de Araújo. (Montagem/Agência Brasil/CPDOCFGV)

Reportagem de Paulo Sperb, na edição desta quarta-feira (12) da Folha de S.Paulo, revela que, em 1978, o então procurador-geral da República, Henrique Fonseca de Araújo – pai do ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo – dificultou a extradição de um nazista responsabilizado por 250 mil mortes entre 1942 e 1943.

Escolhido para o cargo pelo presidente Ernesto Geisel, Henrique Fonseca de Araújo deu pareceres negativos à extradição de Gustav Franz Wagner, subcomandante do campo de concentração de Sobibor, na Polônia ocupada pelos nazistas.

Wagner, conhecido como “besta humana”. “Ele era um dos nazistas mais temidos de Sobibor”, disse à Folha Chris Webb, autor de “O Campo da Morte de Sobibor” (Columbia University Press, 2017, sem tradução para o português).

Diversos países pediram ao Brasil a extradição do nazista. O pai de Ernesto Araújo analisou quatro pedidos: da Polônia, onde estava o campo de Sobibor; da Áustria, país natal de Wagner; da Alemanha, berço do nazismo; e de Israel, Estado do povo judeu, as principais vítimas do Holocausto.

No parecer de outubro de 1978, Henrique Araújo disse que Israel “não tinha competência” para pedir a extradição de Wagner porque “não era um Estado” na época dos crimes – Israel foi criado em 1948.

Leia a reportagem na íntegra.

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