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14 de julho de 2019, 12h17

Protesto de coletes amarelos marca comemoração de 230 anos da Queda da Bastilha na França

No dia da celebração de um dos marcos da Revolução Francesa, manifestantes dos coletes amarelos entram em confronto com policiais

Protestos marcam Dia da Bastilha na França. Foto: Reprodução/BFM

Neste domingo (14), a França comemora a Queda da Bastilha, batizada de Dia da Bastilha. A festa é feita para lembrar a luta da Revolução Francesa e aqueles que tomaram a fortaleza contra a monarquia no dia 14 de julho de 1789.

Como de costume, ocorreu o desfile militar que, de acordo com o jornal Le Monde, contou com 4.300 soldados, 196 veículos, 237 cavalos, 69 aeronaves e 39 helicópteros, além da presença do presidente francês Emmanuel Macron, da chanceler alemã Angela Merkel e de Mark Rutte, primeiro-ministro dos Países Baixos.

A avenida Champs Elysées, em que o desfile ocorreu, também foi palco de protestos no Dia da Bastilha. No mesmo dia da celebração do primeiro marco da Revolução Francesa, membros do movimento dos coletes amarelos se manifestaram na via após o fim do desfile.

A polícia francesa atacou os manifestantes com bombas de gás lacrimogêneo, como mostrou a emissora francesa BFM e foi reportado pela Folha.

Segundo o jornal, os manifestantes tentaram bloquear o caminho com barricadas logo após o desfila em comemoração da Queda da Bastilha, além de terem atirado objetos na polícia e colocarem fogo em uma lixeira.

Segundo o jornal Le Monde, a polícia francesa divulgou que 152 manifestantes do movimento dos coletes amarelos foram detidos mais cedo, por organizarem uma manifestação não declarada, desacato a autoridade e porte ilegal de arma.

Ainda de acordo com o Le Monde, três líderes dos coletes amarelos foram colocados, sendo dois sob custódia por organização de manifestação ilícita. O motivo de prisão do terceiro não foi divulgado.

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