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15 de junho de 2020, 21h26

Protestos na Colômbia contra políticas de Iván Duque terminam em repressão a manifestantes e jornalistas

Agentes do ESMAD (Esquadrão Tático Anti Distúrbios) atacaram as marchas realizadas em Bogotá e Medellín, e também alguns meios de imprensa nacionais e estrangeiros, que cobriam os atos

Manifestação em Bogotá (foto: Colombia Informa)

Várias cidades da Colômbia registraram manifestações nesta segunda-feira (15) contra as políticas econômicas e de saúde promovidas pelo governo de Iván Duque (extrema-direita). Apesar do caráter pacífico das mobilizações, houve confronto com a polícia, que atacou os atos realizados em Medellín e na capital Bogotá.

A principal queixa dos manifestantes teve relação às políticas econômicas de ajuste promovidas por Duque, e a falta de apoio do Estado para que as pessoas possam ficar em quarentena durante a pandemia do coronavírus – a Colômbia tem, até o momento, 51 mil casos de covid-19 e 1,8 mil mortes, ao menos segundo os números oficiais, já que diversas organizações reclamam de subnotificação das duas estatísticas.

Além dos protestos contra as medidas econômicas e de saúde, também houve performances lembrando das violações aos direitos humanos e dos 135 assassinatos de líderes sociais ocorridos no país neste ano, segundo registro do Indepaz (Instituto para o Desenvolvimento e a Paz da Colômbia).

Apesar de os protestos se desenvolverem de forma pacífica, a imprensa registrou ação abusiva do ESMAD (sigla em espanhol do Esquadrão Tático Anti Distúrbios da polícia colombiana) contra manifestantes, nas cidades de Medellín e Bogotá, onde os protestos foram mais numerosos, com dezenas de milhares de participantes.

A imprensa também foi vítima da repressão do ESMAD, chegando a ser encurralada durante o ato que se realizou na capital do país, especialmente repórteres da mídia alternativa e de meios estrangeiros.


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