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07 de janeiro de 2017, 16h01

Putin tentou interferir a favor de Trump nas eleições, diz relatório das agências de inteligência dos EUA

De acordo com relatório, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou uma campanha para influenciar as eleições nos EUA e favorecer que o candidato republicano, Donald Trump, fosse eleito. Trump diz que ações, se aconteceram, não tiveram efeito.

De acordo com relatório, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou uma campanha para influenciar as eleições nos EUA e favorecer que o candidato republicano, Donald Trump, fosse eleito. Trump diz que ações, se aconteceram, não tiveram efeito.

Da Redação com informações do UOL

De acordo com relatório divulgado nesta sexta-feira (6) pelas agências de inteligência americanas, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou uma campanha para influenciar as eleições nos EUA e favorecer que o candidato republicano, Donald Trump, fosse eleito. O presidente eleito foi informado do teor do relatório antes dele ser divulgado e, em nota, disse que quaisquer ações russas não afetaram o resultado eleitoral do país.

De acordo com o relatório, “A campanha de influência de Moscou seguiu uma estratégia russa de mensagens que combina operações cobertas de inteligência – como, por exemplo, atividades cibernéticas – com esforços abertos por agências do governo russo, mídias estatais, intermediários e usuários pagos de mídias sociais ou ‘trolls’”.

“Avaliamos que Putin e o governo russo tentaram melhorar as chances eleitorais do presidente eleito Trump quando possível desacreditando a secretária Hillary e publicamente contrastando-a de modo desfavorável a ele.”

“Os esforços russos para influenciar as eleições presidenciais americanas de 2016 representam a mais recente expressão do desejo duradouro de Moscou de minar a ordem democrática liberal dos EUA, mas essas atividades demonstraram uma escalada significativa em franqueza, nível de atividade e escopo de ação, em comparação a operações anteriores”, diz o relatório.

“Avaliamos que o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou uma campanha de influência em 2016 direcionada às eleições presidenciais nos EUA. Os objetivos russos eram comprometer a fé pública no processo democrático americano , denegrir a secretária Clinton e prejudicar sua elegibilidade e potencial presidência. Avaliamos ainda que Putin e o governo russo desenvolveram uma clara preferência pelo presidente eleito Trump”, afirmam as agências.

Sem efeito

Após receber as conclusões do relatório, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (6) um esforço urgente para conter os ataques cibernéticos ao país, após uma reunião com a cúpula da inteligência americana.

Participaram do encontro o diretor de Inteligência Nacional, James Clapper; o chefe da Agência de Segurança Nacional (NSA), Mike Rogers; o diretor do FBI (a Polícia Federal), James Comey; e o diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), John Brennan.

“Ainda que Rússia, China, outros países, grupos e pessoas tentem, continuamente, invadir a estrutura cibernética das nossas instituições governamentais, empresas e organizações, incluindo o Comitê Nacional Democrata, não houve – absolutamente – qualquer efeito no resultado da eleição”, afirmou o republicano, em um comunicado.

A reunião aconteceu em um momento de alta tensão entre a comunidade de inteligência e o futuro presidente, que questionou os relatórios de que Moscou inclinou as eleições a seu favor. Para ele, tais acusações seriam uma “caça às bruxas”.

 


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