Québec restringe compra de álcool e maconha e busca por vacinas cresce 300%

Província canadense tem sofrido com alta no número de internações e falta de profissionais por causa da propagação da variante ômicron

A província de Québec, no Canadá, encontrou uma forma eficaz de lidar com os negacionistas: restringir a compra de bebidas alcoólicas ou maconha somente para pessoas imunizadas contra a Covid-19. A restrição, anunciada na semana passada pelo ministro da Saúde local, Christian Dubé, só começa a valer no dia 18, mas já tem surtido efeitos.

Segundo ele, o número de agendamentos diários para receber a primeira dose do imunizante saltou de 1.500 para 6.000 depois do anúncio. Isso representa um aumento de 300% na procura por vacinas contra o coronavírus.

“Este é um primeiro passo que estamos dando. Se os não vacinados não estiverem satisfeitos, há uma solução muito simples: vão tomar a sua primeira dose, é fácil e de graça”, disse o ministro. “Se você não quer se vacinar, não saia de casa”, complementou.

Para Dubé, é “bom” incomodar os que se recusam a receber a vacina, mas o real objetivo é reduzir o contato com a parcela da população que está imunizada e proteger o sistema de saúde.

Internações em alta e falta de profissionais de saúde

De acordo com dados do governo, 84,9% da população de Québec já tomou ao menos a primeira dose da vacina. Nesta terça-feira (11), foram registrados 10.573 novos casos da Covid-19.

Além disso, os números de internações estão em alta: 2.742 pacientes hospitalizados com a doença, dos quais 255 em leitos de UTI, metade deles não vacinados. O número de mortes teve crescimento, mas segue baixo: foram contabilizados 62 entre segunda e terça.

A província também tem sofrido com a falta de profissionais de saúde, visto que muitos deles estão afastados por terem se contaminado com o vírus. Québec é o local que registra mais casos da variante ômicron no país.

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Carolina Fortes

Repórter colaborativa no site Emerge Mag e antiga editora-assistente no site da Jovem Pan. Ex-repórter no site Elástica. Formada em jornalismo e faz a segunda graduação em Letras na Universidade de São Paulo (USP). Acredita no jornalismo como forma de impacto social e defende maior inclusão e representatividade.