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11 de junho de 2019, 22h54

Rafael Correa ataca o Facebook e se registra no VK, versão russa da rede social

Após sua conta verificada ter sido derrubada da empresa de Mark Zuckerberg (curiosamente, no mesmo dia da prisão de Assange), o ex-presidente do Equador criou seu perfil na nova plataforma.

Página de Rafael Correa no VK. (Reprodução)

A prisão de Julian Assange, após o governo do Equador retirar o asilo político do ativista, chamou tanto a atenção dos noticiários internacionais que fez com que uma incrível coincidência passasse despercebida: no mesmo dia, o Facebook derrubou a página verificada do ex-presidente equatoriano Rafael Correa da rede social.

Contrariado, Correa passou a criticar com frequência a rede de Mark Zuckerberg nas contas que possui em outras plataformas. No dia 7 de junho, ele contou que o Facebook “decidiu rechaçar definitivamente” seu pedido para recuperar a página verificada.

Foi por isso que, nesta terça-feira (11), o líder equatoriano criou sua conta verificada no VK, a rede social russa similar ao Facebook, e passou a promover a ferramenta com a hashtag #ElMashiUsaVK (“mashi” é o apelido pelo qual seus seguidores o conhecem, e que significa “companheiro” no idioma indígena kichwa). “Contra a censura injustificada da empresa Facebook, nos mudamos para a rede social VK”, anunciou a conta de Twitter de Compromiso Social, o movimento político de Correa, que traz um link para o perfil que acaba de ser lançado.

Segundo o portal RT, a página verificada de Correa no Facebook foi criada em 2015 e contava com 1,5 milhão de seguidores, e vinha sendo utilizada para difundir informações relacionadas ao escândalo INA Papers, que denuncia um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o atual presidente, Lenín Moreno, mas sempre com links de reconhecidos meios de imprensa.

Em comunicado oficial, a empresa de Mark Zuckerberg alegou que o político descumpriu as normas de privacidade e segurança da plataforma. O ex-mandatário equatoriano contesta essa versão, e assegura que “a medida tem uma clara motivação política”.

Além disso, Correa comentou que o representante do Facebook na região andina é o equatoriano Diego Bassante, que “já publicou vários conteúdos contra mim, e ele foi juiz e testemunha nesta decisão ‘técnica’ de suspender a página”.

Para visitar a página de Correa no VK, clique neste link.

Com informações do RT.


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