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05 de janeiro de 2020, 12h33

Retaliação: Parlamento do Iraque aprova expulsão de tropas dos EUA no país

"Nunca pensei que veria o parlamento do Iraque expulsando as forças americanas", disse jornalista do New York Times que trabalhou por quatro anos em Bagdá

Reprodução/YouTube The Sun

Em sessão especial realizada neste domingo (5), o parlamento do Iraque aprovou uma resolução que pede para o governo expulsar as forças norte-americanas do país. Trata-se de uma retaliação ao assassinato, em Bagdá, do Qasem Soleimani, comandante da Força Al Quds, a unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã.

Além da expulsão das tropas dos Estados Unidos, a resolução pede ainda que o governo proíba as forças estrangeiras de usar terra, espaço aéreo ou água por qualquer motivo e que sejam cancelados quaisquer pedidos de ajuda do Iraque ao governo dos Estados Unidos.

Após a invasão do Iraque em 2003 e a derrubada de Saddam Hussein, as tropas norte-americanas se retiraram oficialmente do país em 2011. Elas voltaram ao país a partir de 2014, no entanto, após um acordo entre Bagdá e Washington para combater o Estado Islâmico. Atualmente, há cerca de 5 mil soldados dos EUA no Iraque.

A resolução aprovada pelo parlamento iraquiano surpreendeu a jornalista do The New York Times, Farnaz Fassihi, que por quatro anos dirigiu o escritório do Wall Street Journal em Bagdá durante a guerra civil. “Nunca pensei que veria o parlamento iraquiano expulsando as forças americanas. Nem Soleimani poderia sonhar com isso”, escreveu pelo Twitter.

Retaliação do Irã 

Em carta enviada ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, o Irã afirmou que os EUA cometeram um “ato de guerra” e que “a resposta para uma ação militar é uma ação militar”. “É um um óbvio exemplo de terrorismo de Estado e, como um ato criminoso, constitui uma violação grosseira dos princípios fundamentais do direito internacional”, disse o embaixador Majid Takht Ravanchi.

Bombardeios

Neste sábado foram registrados ataques aéreos em território iraquiano que lançaram bombas próximas à Embaixada dos EUA em Bagdá e próximas a uma base militar que abriga tropas estadunidenses. Não houve registro de mortos e a autoria do ataque ainda não foi reivindicada. Em seguida, uma base militar de forças pró-Irã na fronteira da Síria com o Iraque também foi atacada.


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