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14 de outubro de 2019, 17h49

Saiba quem são os principais presos e exilados políticos do governo de Moreno, no Equador

Nesta segunda Paola Pabón foi presa e se juntou a outros 5 líderes do Movimento Revolução Cidadã que tem sido perseguidos pelo governo de Lenín Moreno que, após o levante popular, prometeu diálogo

Foto: Reprodução/Twitter/RonnyAleaga

Apesar das comemorações da população do Equador por causa do levantamento do decreto 883, que aumentou os combustíveis em mais de 100%, e do estado de exceção por parte do presidente Lenín Moreno, o governo continua sua perseguição contra políticos do Movimento Revolução Cidadã (MRC). Nesta segunda-feira, a governadora de Pichincha, Paola Pabón, foi detida e o ex-deputado Virgilio Hernández teve sua casa invadida pela polícia.

O ex-presidente Rafael Corrêa, que apoiou Moreno nas eleições de 2015 mas foi traído pelo mandatário após o pleito, caracterizou o governo como ditatorial. “Nas táticas típicas das ditaduras, depois de ‘neutralizar’ os indígenas, o governo de Moreno ataca os ‘correístas’, e falsos positivos serão inventados para tentar mitigar sua derrota. Claro, a imprensa aplaudirá tanto o abuso quanto a canalhice”, disse o ex-presidente, que está exilado na Bélgica.

Além de Corrêa, outras lideranças tiveram que recorrer ao exílio ou ao asilo político para não serem detidas pelo governo Moreno. Ricardo Patiño, ex-chanceler, teve que se refugiar no México, enquanto a deputada Gabriela Rivadeneira, ex-presidenta da Assembleia Nacional do Equador, recorreu a um asilo na Embaixada do México em Quito, no sábado (12).

Na manhã desta segunda, Pabón foi presa e se juntou a Jorge Glass, vice-presidente eleito na chapa de Lenín, Alexandra Arce, ex-prefeita, e à jornalista Magdalena Robles. A governadora foi acusada pelo governo nacional de ser uma das instigadoras das mobilizações. Todos são do Revolução Cidadã.

“Hoje, mais do que nunca, peço unidade e força para defender o nosso povo. Aos opressores, não daremos nossas lágrimas, não os ofereceremos nossso medo; vão nos encontrar reconstruindo nosso Equador. Não estou presa pela força da lei, mas pela ordem de quem nunca se comoveu com a desnudez de nossas crianças, menos ainda pela solidez e profundidade de nossas lutas”, disse Pabón em carta escrita na prisão.

Mais cedo, ela compartilhou vídeo do momento da detenção. “Entraram em minha casa ao amanhecer e bateram na porta enquanto eu dormia. Eles me levaram presa sem provas. Ser oposição em uma democracia não pode ser crime. Não é democracia quando oponentes políticos são perseguidos desta maneira”, afirmou em postagem que fez junto do vídeo.

Perseguição ao correísmo

Moreno acordou com o movimente indígena a derrubada do decreto e o fim do estado de exceção, mas não parou com a perseguição contra lideranças do correísmo. O presidente busca criminalizar as lideranças do MRC e dizer que eles subverteram os protestos e promoveram vandalismo.


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