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10 de maio de 2019, 17h55

Sem prestígio nas ruas, Guaidó diz que aceita intervenção militar dos EUA na Venezuela

É a primeira vez que o líder oposicionista fala abertamente sobre uma intervenção militar no país; declaração vem após nova tentativa fracassada de golpe contra o presidente Nicolás Maduro

Foto: Reprodução/Supuesto Negado

O deputado e líder oposicionista da Venezuela, Juan Guaidó, afirmou em entrevista publicada nesta sexta-feira (10) pelo jornal italiano La Estampa que aceitaria uma intervenção militar dos Estados Unidos em seu país para derrubar o governo de Nicolás Maduro.

“Se os americanos propusessem uma intervenção militar, eu provavelmente aceitaria”, afirmou. É a primeira vez que que Guaidó fala abertamente sobre a possibilidade que já é aventada há anos por analistas políticos e denunciada por chavistas.

A mudança de postura de Guaidó vem após mais uma tentativa fracassada de golpe contra o governo eleito no dia 30 de abril. Sem conseguir cooptar número suficiente de militares para derrubar Maduro, o líder oposicionista vem perdendo prestígio entre os venezuelanos e até mesmo entre aqueles que condenam o governo chavista. As últimas manifestações ldieradas por Guaidó após a quartelada fracassada foram esvaziadas.

Por outro lado, Nicolás Maduro vem fazendo demonstrações cada vez maiores de força e apoio, a começar pela manifestação de 1º de Maio, um dia após a tentativa de golpe da oposição, que reuniu milhares nas ruas de Caracas.

O deputado oposicionista, ao falar abertamente sobre uma intervenção militar dos EUA, tenta ainda responder à decisão da Justiça venezuelana que, nesta semana, prendeu o vice-presidente do parlamento, Edgar Zambrano, que é do mesmo partido de Guaidó.

Zambrano esteve nas ruas com o Guaidó em 30 de abril na quartelada fracassada.

 


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