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30 de Maio de 2019, 07h12

Senadora e ativista social mexicana sofre atentado com livro-bomba

O ataque contra Citlalli Hernández produziu queimaduras de leve e média intensidade e ela não corre risco de vida. Senadora é ativista social e membro do partido governista Morena.

A senadora e ativista social mexicana Citlalli Hernández (Divulgação)

No fim da jornada parlamentar desta quarta-feira (29), o Congresso mexicano foi palco de um atentado que por sorte não terminou em tragédia: a senadora Citlalli Hernández recebeu um livro-bomba, que explodiu em seu escritório, dentro do edifício sede do Poder Legislativo.

Segundo relatos de testemunhas – e como costuma acontecer com este tipo de ataque – a bomba foi detonada automaticamente no momento em que Hernández abriu o livro. Porém, a sorte acompanhou a senadora: a explosão não a atingiu em cheio, e produziu apenas queimaduras de leve e média intensidade em seu rosto e seu peito. A parlamentar se mantém hospitalizada desde então, mas não corre perigo de vida.

Atendida no próprio Centro Médico do Senado, e já em recuperação após receber os devidos cuidados médicos, Citlalli Hernández – uma conhecida ativista social em seu país, militante do Movimento de Regeneração Nacional (Morena), o mesmo do presidente Andrés López Obrador – publicou uma mensagem em sua conta de Twitter, na qual fez contidos comentários a respeito do ocorrido: “sobre o incidente desta noite, posso lhes dizer que estou bem. Foram tomadas todas as medidas de segurança necessárias e deixaremos que as autoridades competentes atuem no caso. Agradeço infinitamente suas preocupações e mostras de carinho. Amor com amor se paga”.

Contudo, outros integrantes do Senado deram declarações mais contundentes, a começar pelo líder da bancada do Morena no Senado, Ricardo Monreal, que difundiu um comunicado minutos depois do atentado, no qual revelou seu pedido de invstigação urgente do caso, entregue à Promotoria Geral da República: “solicitamos respeitosamente, mas de forma enérgica, e imediatamente atendidos pelo promotor-chefe. Neste momento já temos pessoal de investigação realizando as perícias. Não queremos alarmar a sociedade, ou causar pânico. Tratou-se de uma caixa que simulava ser um livro, e que ao ser aberta detonou explosivos caseiros. Por sorte, sem consequências. De qualquer forma, esperamos que esta situação se solucione em breve”. Pouco depois, Monreal visitou Hernández no Centro Médico e tirou uma foto com ela, a qual subiu às suas redes sociais.

Outro colega de partido que reagiu rapidamente foi Martí Batres, presidente do Senado: “tenho estado em comunicação com a senadora Citlalli Hernández desde o momento em que ocurreram os fatos lamentáveis, e expressei a ela minha minha mais ampla solidariedade. Condeno todo ato de violência. Trabalharemos com todas as autoridades para as realizar as devidas investigações”.

Com informações do La Jornada.


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