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14 de novembro de 2019, 11h31

Sobe para 10 número de mortos por repressão policial na Bolívia

Defensoria Pública da Bolívia contabilizou quatro mortes por tiroteio e uma por asfixia e estrangulamento desde o início do golpe de Estado

Reprodução/Twitter

Desde o início do golpe de Estado na Bolívia, que obrigou o presidente democraticamente eleito, Evo Morales, a renunciar no último domingo (10), institutos têm denunciado o aumento expressivo de mortos e feridos por repressão policial no país. Ao todo, estima-se que 10 pessoas morreram, sendo um dos casos por asfixia e estrangulamento.

O número é do Instituto de Investigações Forenses (IDIF) da Bolívia, que começou a contabilizar as mortes a partir do dia 11 de novembro, quando os protestos contra o golpe se acirraram nas principais cidades do país: El Alto e La Paz. Segundo o Instituto, a maior parte dos mortos foram vítimas de disparos por parte da polícia boliviana e Forças Armadas.

Já a Defensoria Pública da Bolívia registrou cinco mortes entre os dias 11 e 12 de novembro, sendo quatro por tiroteio e um por asfixia e estrangulamento.

O diretor do IDIF, Andrés Flores, informou que, das 10 pessoas que faleceram, segundo seus registros, oito foram por arma de fogo durante os protestos contra o golpe de Estado.

“O IDIF conduziu a avaliação forense de 10 corpos em todo o país, quatro são de Santa Cruz, três de Cochabamba, dois de La Paz e um de Potosí. Do total de casos, oito perderam a vida devido a um projétil de arma de fogo”, disse.

Com relação ao número de feridos, ainda não se tem um dado oficial. São inúmeras as denúncias e vídeos nas redes sociais, mostrando pessoas machucadas por arma de fogo desde o início do golpe. No entanto, conforme informado pelo jornal local La Razón, ao menos 20 pessoas ficaram feridas em meio aos confrontos.

Com informações do TeleSur.


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