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13 de novembro de 2019, 07h25

Sobrinho de autoproclamada presidenta da Bolívia foi preso no Brasil com 480 quilos de cocaína

O Brasil foi o primeiro país a reconhecer como presidenta da Bolívia a senadora golpista Jeanine Añez, que se autoproclamou em sessão no Senado sem quórum suficiente. Carlo Añes Dourado foi preso em 16 de outubro de 2017 em uma fazenda em Tangará da Serra, no Mato Grosso, com 480 quilos de cocaína

Sobrinho da senadora Jeanine Añez durante prisão no Brasil (Fotos: Gilvan Melo / Montagem)

Sobrinho da autoproclamada presidenta da Bolívia, a senadora golpista Jeanine Añez, do partido Democratas, Carlo Añes Dourado foi preso em 16 de outubro de 2017 em uma fazenda em Tangará da Serra, no Mato Grosso, com 480 quilos de cocaína.

O Brasil foi o primeiro país a reconhecer Jeanine Añez como a presidenta da Bolívia. Añez se autoproclamou em sessão no Senado sem quórum suficiente.

“Foi declarada vaga a presidência, e ela [Añez] assumiu a presidência do Senado, que também estava vaga. E assume constitucionalmente a presidência. Então essa é a nossa percepção, de que a Constituição boliviana está sendo seguida”, afirmou o chanceler Ernesto Araújo, que é acusado de ter apoiado o golpe de Estado no país vizinho.

Pelo Twitter, o perfil oficial do Itamaraty parabenizou Añez “por assumir constitucionalmente a Presidência da Bolívia”.

“O Governo brasileiro congratula a Senadora Jeanine Añez por assumir constitucionalmente a Presidência da Bolívia e saúda sua determinação de trabalhar pela pacificação do país e pela pronta realização de eleições gerais. O Brasil deseja aprofundar a fraterna amizade c/ a Bolívia”.

Cocaína
Além de Añes Dourado, foi preso na operação o também boliviano Fabio Adhemar Andrade Lima Lobo, que seria filho de Carmen Lima Lobo, que se candidatou a deputada pelo Movimento Al Socialismo (MAS), mas não foi eleita.

Na época, o ministro de governo da Bolívia, Carlos Romero, comentou o caso, afirmando que as ligações familiares das deputadas não representavam uma corresponsabilidade política com os narcotraficantes.

A apreensão da cocaína foi realizada em uma propriedade rural entre Tangará da Serra e Reserva do Cabaçal, a 387 km de Cuiabá.

Dentro da aeronave foram apreendidas 14 caixas com 30 kg de substâncias análogas a cocaína em estado “cristal” – forma considerada pura do entorpecente ainda sem mistura.

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