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09 de outubro de 2019, 18h25

“Super Bigode”: Maduro debocha de Lenín Moreno, que culpou o venezuelano pelos protestos no Equador

"Agora estou pensando qual próximo governo vou derrubar com meus bigodes. [...] Sou o Super Bigode", ironizou o presidente da Venezuela; Equador vive seu sétimo dia de protestos

Foto: Divulgação

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ironizou nesta quarta-feira (9) a declaração do presidente do Equador, Lenín Moreno, de que ele seria o responsável pelos protestos que já completam sete dias em todo o país contra as reformas neoliberais propostas por Moreno.

“Ontem o presidente Lenín Moreno disse que o que está acontecendo lá [no Equador] é culpa minha. Eu mexo meus bigodes e cai um governo, assim disse Lenín Moreno”, disse, mexendo os bigodes. “Agora estou pensando qual próximo governo vou derrubar com meus bigodes. Vejam, super bigodes! Eu não sou Super Homem, sou o Super Bigode, vejam. Tum… Cai um governo”, completou o mandatário, repetindo o gesto.

Maduro disse que a mobilização nada tem a ver com ele, mas com a resistência do povo equatoriano. “O FMI quer impor na América Latina seu modelo que beneficia o capital as oligarquias. Por isso o povo do Equador está na rua! Ele não está por Maduro, está por sobrevivência. É por resistência, é rechaçando o Fundo Monetário Internacional e seu modelo capitalista selvagem, seu modelo excludente”, avaliou.

Ao lado de países como Brasil, Argentina, Colombia, El Salvador, Guatemala, Paraguai e Peru, o presidente Moreno disse que os protestos são comandados por Maduro e pelo ex-presidente Rafael Corrêa.

Nesta quarta, as mobilizações completaram sete dias em meio a grandes passeatas e a fortes enfrentamentos entre a Força Nacional e os manifestantes. Na noite de terça-feira, Moreno decretou Toque de Recolher em todo país entre 20h e 5h, prometendo reprimir quem desrespeitar. Mais de 500 pessoas já foram presas, estações de rádio independentes foram invadidas e tiveram sinal obstruído pelo governo, além do número de vítimas fatais em decorrência da ação das forças do Estado estar em constante escalada.

Lenín, que havia fugido de Quito – foco dos protestos – e movido a sede do governo para Guayaquil, retornou na tarde desta quarta-feira para a capital do país.

Assista à ironia de Maduro, a partir do minuto 3:


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