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31 de Maio de 2019, 13h34

The Economist acusa Bolsonaro de fazer “vistas grossas para as milícias que aterrorizam o Rio”

A revista destaca a ligação das milícias com Flávio Bolsonaro e a recente notícia de que João Batista Firmo Ferreira, tio da primeira-dama Michelle Bolsonaro, foi preso por formar parte de outra dessas organizações

Foto: Reprodução

Reportagem especial da revista britânica The Economist, publicada esta semana, mostra um amplo panorama de como as milícias vêm tomando conta de diversos territórios no Rio de Janeiro, e como o poder público tem favorecido esse crescimento, por ação ou omissão, desde os governos municipais até o Palácio do Planalto, sem deixar de citar a ligação de alguns grupos com a família Bolsonaro.

O texto começa fazendo um histórico contundente sobre como esses grupos passaram a ganhar força nos Anos 90, até se estabelecerem como poder paralelo em muitos territórios da cidade do Rio de Janeiro e arredores, com a ajuda de algumas figuras da política. Porém, nesse sentido, a revista destaca, a ligação das milícias com o senador Flávio Bolsonaro, e a recente notícia de que João Batista Firmo Ferreira, tio da primeira-dama Michelle Bolsonaro, foi preso por formar parte de outra dessas organizações.

Segundo a The Economist, as ligações de Bolsonaro e seus parentes com grupos milicianos poderiam justificar algumas das medidas do seu governo: “as iniciativas que estão impulsando podem acabar fortalecendo as milícias. Sérgio Moro, ministro da Justiça, apresentou um projeto de lei que protegeria da polícia de acusação que mata criminosos por causa de `medo justificável, surpresa ou emoção intensa´. Bolsonaro expandiu o direito de possuir e portar armas, sugerindo que as pessoas precisam delas para se protegerem dos criminosos”.

A matéria também fala sobre as curiosidades envolvendo os acusados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e a família Bolsonaro, como o fato de Flávio ter empregado a mãe e a namorada de um dos suspeitos, e que outro seria morador do mesmo condomínio em que reside o presidente e um dos seus filhos. “Nesse cenário, as ligações das milícias com o governo de Bolsonaro podem provocar um retrocesso no país”, afirma a The Economist.


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