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16 de dezembro de 2019, 21h21

Torturador argentino que deu aula na Sorbonne chega ao país para ser julgado por crimes da ditadura

Mario Sandoval é suspeito de participar dos assassinatos de dezenas de pessoas; será julgado, inicialmente, pelo sequestro e desaparecimento do estudante Hernán Abriata, em 1976

Foto: Reprodução/Twitter

Mario Sandoval, de 66 anos, chegou à Argentina, nesta segunda-feira (16), para ser julgado por inúmeros crimes cometidos durante o período de ditadura militar no país, entre 1976 e 1983.

De acordo com reportagem de Sylvia Colombo, da Folha de S.Paulo, Sandoval é suspeito de participar dos assassinatos de dezenas de pessoas. Contudo, será julgado, inicialmente, pelo sequestro e desaparecimento do estudante Hernán Abriata, em 1976.

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Existem várias evidências de que, depois de ser torturado, Abriata foi jogado no rio da Prata em um dos chamados “voos da morte”. A prática perversa era muito utilizada pelos militares. Eles atiravam vivas pessoas consideradas “subversivas” na água, sob o efeito de sedativos e com pesos nos pés para que afundassem.

Sorbonne

Ao final do regime ditatorial, Sandoval deixou a Argentina e se refugiou na França, onde acabou se tornando professor do Instituto de Estudos Latino-Americanos da Sorbonne, em Paris, e 1985 a 2005.

A Sorbonne divulgou uma nota, na qual afirma que o fato de Sandoval ter feito parte de seu grupo de professores colocava uma nuvem negra sobre a instituição. Por isso, deseja colaborar com a Justiça.


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