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28 de fevereiro de 2019, 10h01

Trump chama Kim Jong-un, da Coréia do Norte, de “grande líder”; Araújo se enrolou ao falar de coreano

Admirador de Trump, Ernesto Araújo teve de ser socorrido por general Mourão ao ser indagado sobre a diferença de tratamento dado diplomacia brasileira a Venezuela e Coreia do Norte

Foto: Reprodução

Em encontro de cúpula na noite desta quarta-feira (27), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou o comandante norte coreano, Kim Jong-Un, cuja família governa a Coréia do Norte desde a fundação do país, em 1948, de “grande líder”.

Trump disse que era “uma honra” se encontrar com Kim, a quem chamou de “grande líder”, elogio público que Trump não fez à maioria dos aliados americanos, e reiterou que a Coreia do Norte tinha o potencial de seguir o sucesso econômico do Vietnã se abandonar suas armas nucleares.

Kim retribuiu dizendo que a cúpula foi possível “graças à corajosa decisão” do presidente dos EUA. “Desde que nos encontramos, há alguns que entenderam mal a situação e algumas hostilidades do passado, mas superamos tudo isso. É preciso muita paciência”, disse.

Enrolado
Durante reunião do grupo de Lima, em Bogotá, nesta segunda-feira (25), o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, se enrolou e não soube responder ao repórter da GloboNews o motivo da chancelaria brasileira atuar por intervenção na Venezuela, de Nicolás Maduro, e não cortar relações com a Coreia do Norte, dois países governados por “ditadores”, segundo a emissora.

Após ser confrontado pelo repórter sobre o tema, Araújo teve de ser socorrido pelo vice-presidente, General Hamilton Mourão (PRTB), que disse que na “Coréia do Norte tem uma guerra que não terminou ainda”. Assista ao vídeo.

Submisso à político externa dos EUA, pelo Twitter, Araújo também se enrolou, dizendo que “a mídia internacional (e a nacional que a copia) só passou a chamar Kim Jong Un de ditador depois que ele começou a negociar com Trump”. No entanto, o termo é usado desde que o pai de Kim Jong comandou a Coreia do Norte. “A mídia não é contra as ditaduras, a mídia é contra o Ocidente democrático”, tuitou o chanceler.

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