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03 de janeiro de 2020, 17h42

Trump diz que assassinou general iraniano para “parar uma guerra” e não “iniciar uma guerra”

Assista vídeo em que Trump comenta sobre a morte do general Qassem Soleimani, comandante da Guarda Revolucionária do Irã

Foto: Gage Skidmore/WikiCommons

Em declaração dada na tarde desta sexta-feira (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o assassinato do general Qasem Soleimani, comandante da Força Al Quds, unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã, por forças estadunidenses, deveria ter acontecido “há anos atrás” e que seu objetivo foi “evitar uma guerra”.

Segundo Trump, Soleimani “perpetuou o terror” e promoveu “desestabilização” no Oriente Médio nos últimos vinte anos. “O que os Estados Unidos fizeram ontem deveria ter sido feito há muito tempo, muitas vidas teriam sido salvas”, afirmou.

“Nós agimos ontem à noite para parar uma guerra. Nós não agimos para iniciar uma guerra”, disse ainda o republicano.

Reações

A ação militar comandada pelo presidente Donald Trump gerou grande preocupação global e fez o secretário-geral da ONU, António Guterres, emitir comunicado. Segundo ele, “o mundo não suportará uma nova Guerra do Golfo” e é o momento em que “os líderes mundiais devem mostrar toda a sua moderação”, para evitar o início de um conflito armado no Oriente Médio.

Já o ministro de Relações Exteriores do Irã, Mohamad Javad Zarif, classificou o assassinato do general como um “ato de terrorismo internacional dos EUA” e ressaltou que o país da América do Norte será responsável “por todas as consequências de sua aventura”.

O Congresso estadunidense também não recebeu bem a decisão de Trump. “As maiores prioridades dos nossos líderes são proteger as vidas e os interesses americanos. Mas estaremos colocando isso em risco ao participar de ações provocativas e desproporcionais”, disse Nancy Pelosi, presidenta da Câmara dos Representantes. A parlamentar ressaltou ainda que a medida deveria ter passado pela aprovação do Legislativo.

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