O que o brasileiro pensa?
30 de junho de 2020, 17h48

Trump teria insultado e ameaçado Merkel, Macron e outros líderes mundiais por telefone

Segundo reportagem da CNN estadunidense, os ataques verbais mais “sádicos” teriam sido a líderes de países aliados, incluindo o canadense Justin Trudeau e o australiano Scott Morrison

Gesto de Trump foi considerado por Merkel como descortês (Foto: Reprodução/YouTube)

O escândalo desta terça-feira (30) nos Estados Unidos veio de uma reportagem da CNN local sobre uma série de telefonemas particulares de Donald Trump a outros líderes mundiais, na qual o presidente dos Estados Unidos teria feito comentários “intimidantes e degradantes” aos seus interlocutores.

Diferente do que se poderia supor, entre as “vítimas” dos telefonemas ofensivos de Trump estariam mandatários de países aliados dos Estados Unidos, e não de adversários. Por exemplo, a chanceler alemã Angela Merkel, os presidentes do Canadá, Justin Trudeau, e da França, Emmanuel Macron, além do primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, e a ex-primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May.

Por exemplo, no caso de Merkel, Trump a teria chamado de “estúpida” e recriminado sua postura a favor da Rússia. “Você está no bolso dos russos”, teria dito o estadunidense à alemã, em uma das ligações. Já à britânica Theresa May, o magnata estadunidense teria dito que é “fraca”, e “sem coragem de se impor dentro da União europeia”.

A informação é do jornalista Carl Bernstein, conhecido em seu país por seu trabalho no escândalo de Watergate. Ele afirma que a informação é garantida por várias fontes suas em Washington e em países cujos líderes foram insultados por Trump.

Segundo o repórter, uma das suas fontes na Alemanha teria descrito o comportamento de Trump para com Merkel como “muito agressivo”, e que Berlim teria inclusive tomado medidas para garantir que esse conteúdo permanecesse secreto.

A matéria também conta que, em conversas com adversários, como o russo Vladimir Putin e o norte-coreano Kim Jong-un, a postura de Trump muda, e passa a ser menos hostil, priorizando destacar as realizações de sua administração, e se gabar do que seria uma suposta superioridade sua sobre a “idiotia” dos seus antecessores.

Em resposta à reportagem, a vice-secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Matthews, negou o conteúdo da publicação, e disse que Trump “é um negociador de classe mundial, que promove constantemente os interesses dos Estados Unidos no cenário mundial”.


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