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07 de julho de 2020, 20h23

Última oferta da Argentina para pagar dívida bilionária deixada por Macri é apoiada pelo FMI

Apesar da aceitação dos mercados e do Fundo Monetário, a oferta ainda enfrenta resistência dos detentores de títulos da dívida, como reconhece o próprio ministro argentino responsável pela negociação

Foto: Reprodução

Em entrevista nesta terça-feira (7), o ministro da Economia da Argentina, Martín Guzmán, anunciou as novidades sobre a negociação da dívida do país com a conhecida máxima de “uma boa e uma ruim”.

A boa notícia é que o FMI (Fundo Monetário Internacional) se mostrou favorável à última proposta do governo argentino, o que reflete também um apoio dos mercados de uma forma geral, com a agenda pela qual pretendem arcar com os 66 bilhões de dólares em dívidas deixados pelo governo neoliberal de Mauricio Macri.

Já a notícia ruim é que ainda falta a aceitação dos detentores de títulos, como reconhece o próprio ministro Guzmán, e se teme que a disputa possa chegar à Justiça, como aconteceu no começo desta década, na polêmica com os chamados “fundos abutres” – alguns dos quais também estão entre os detentores de dívida atuais.

A nova oferta do governo de Alberto Fernández envolve pagar aos detentores de títulos 53,3 dólares por cada 100 emprestados – o que está longe da primeira proposta apresentada em abril na qual o governo pensava em cobrir apenas 40 % do valor original das obrigações.

Outra diferença com relação à proposta de abril é que antes o governo defendia um período de carência de três anos, para começar a pagar apenas em 2023, e agora propõe fazê-lo a partir de setembro de 2021.

Além disso, a redução da taxa de juros oferecida foi reduzida de 62% para 59% e a do capital, de 5,1% para 1,9%. Finalmente, na primeira proposta, o alívio à dívida argentina seria de 41,5 bilhões de dólares, mas desta vez ficou em 32 bilhões.


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