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26 de junho de 2019, 07h45

Vazamento revela nova lista de propinas da Odebrecht que foram omitidas em delações anteriores

Reportagem mostra uma nova lista, proveniente de outro departamento da Odebrecht (setor de Operações Estruturadas), responsável por gerenciar os gastos da empresa com esquemas para conseguir novos contratos, muitas vezes com suborno incluído.

Reprodução

Segundo reportagem publicada pela revista Época, produzida junto com colaboradores do ICIJ (sigla do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos), o esquema organizado pela Odebrecht para a compra de contratos envolvia muitas outras figuras que ainda não haviam sido mencionadas nos documentos conhecidos sobre o caso até agora.

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A matéria mostra uma nova lista, proveniente de outro departamento da Odebrecht (setor de Operações Estruturadas), responsável por gerenciar os gastos da empresa com esquemas para conseguir novos contratos, muitas vezes com suborno incluído. Os vazamentos foram publicados originalmente pelo site equatoriano La Posta, obtidos pela agência de notícias Mil Hojas (também equatoriana) e compartilhados pelo ICIJ e outros 17 meios latino-americanos.

Também traz uma lista de casos de pagamento de propina, como os 39 milhões de dólares para uma obra para uma usina de carvão em Punta Catalina, na República Dominicana; uma série de 17 pagamentos relacionados a um gasoduto peruano, que chegariam a um total aproximado de 3 milhões de dólares; os e-mails sobre os pagamentos feitos por um banco da Odebrecht a empresas fantasmas para a construção do metrô de Quito, que mobilizou outros 2 bilhões de dólares, entre outros exemplos.

Além disso, mostra que o esquema incluía o uso de empresas offshore, utilizadas para a evasão de impostos relacionados a esses pagamentos secretos, e que passavam por bancos em países dos Estados Unidos, China, Suíça, Holanda, Emirados Árabes Unidos, Panamá e Antígua.

A reportagem calcula que a Odebrecht teria gasto um total de 788 milhões dólares em propinas somente entre 2001 e 2016, o que teria rendido lucros ilegais de cerca de 3,3 bilhões de dólares, segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.


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