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28 de dezembro de 2019, 15h22

Venezuela diz que jamais provocaria atos de desestabilização e pede entrega de militares capturados pelo governo Bolsonaro

Desertores do exército venezuelano, os militares foram apreendidos em Roraima e levados a Boa Vista. Eles teriam realizado um assalto armado a um batalhão na Venezuela que resultou na morte do oficial Jean Pierre Caraballo Marcano

Chanceler venezuelano Jorge Arreaza (Cancillería Venezuela)

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, divulgou neste sábado (28) um comunicado anunciando que o país está tomando as providências diplomáticas para recuperar os militares “capturados” pelas forças brasileiras na última sexta-feira. Segundo ele, a Venezuela não pretende desestabilizar ou trazer prejuízos nas relações com o governo Jair Bolsonaro.

“A Venezuela relata que iniciou procedimentos diplomáticos para a entrega de cinco desertores do exército venezuelano responsável pelo ataque armado ao Batalhão de Infantaria 513 de Gran Sabana, capturado pelas forças de segurança pública brasileiras”, escreveu no tuíte em que divulga a nota do ministério de Relações Exteriores da Venezuela.

No comunicado, o governo venezuelano reconhece e agradece a operação realizada pelas forças brasileiras e informa que o processo diplomático para encaminhar os cinco militares de volta ao seu país começaram a ser tomadas.

De acordo com o documento, a Venezuela jamais apoiaria assaltos a unidades militares brasileiras e “atos de desestabilização de suas instituições democráticas com o objetivo de perturbar a tranquilidade pública do país”. Por isso, pede o apoio do governo brasileiro e a colaboração no processo que buscar garantir a paz e combater o terrorismo.

Desertores do exército venezuelano, os militares foram apreendidos no norte do estado de Roraima, na região da fronteira, e levados à capital do estado, Boa Vista. Eles haviam realizado um assalto armado a um batalhão venezuelano que resultou na morte do oficial Jean Pierre Caraballo Marcano.

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