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29 de maio de 2020, 10h02

Vídeo: Polícia prende repórter negro da CNN durante cobertura ao vivo dos atos em Minneapolis, nos EUA

Prisão do repórter Omar Jimenez, da CNN, gerou ainda mais revolta nos atos que colocaram a cidade estadunidense em chamas por causa do assassinato de George Floyd por um policial branco

Omar Jimenez, da CNN, é preso durante cobertura de ato em Minneapolis (Reprodução)

A Polícia de Minesota, nos Estados Unidos, jogou mais pólvora nos protestos que acontecem na cidade de Minneapolis, onde um policial branco assassinou o negro George Floyd asfixiado com o joelho no pescoço do homem, que já se encontrava rendido.

Leia também: Trump tem tuíte ocultado por “enaltecer a violência” ao anunciar Exército contra atos por morte de homem negro

Durante a cobertura dos atos na manhã desta sexta-feira (29), o repórter Omar Jimenez, que é negro, da emissora CNN, foi preso durante uma transmissão ao vivo, mesmo após se identificar aos policiais. A equipe que o acompanhava – um produtor e um operador de câmera – também foi algemada e presa.

A prisão incendiou ainda mais os protestos em Minneapolis e agora ganha as redes sociais com a hashtag #FreeOmar, pela libertação do jornalista.

Trump
Na madrugada desta sexta-feira (29), o Twitter ocultou uma mensagem de Donald Trump por “enaltecimento à violência” no texto em que o presidente dos Estados Unidos diz que colocará as Forças Armadas para reprimir os protestos que acontecem em Minneapolis após o brutal assassinato de George Floyd.

Na mensagem – que ainda está disponível, mas exibe uma tarja dizendo que a publicação violou as regras do Twitter sobre “enaltecimento da violência” -, Trump chama os manifestantes de “bandidos”.

“Esses bandidos estão desonrando a memória de George Floyd, e eu não deixarei isso acontecer. Acabei de falar com o governador Tim Walz e disse que o Exército está com ele o tempo todo. Qualquer dificuldade e assumiremos o controle, mas, quando o saque começar, o tiroteio começará”, tuitou o presidente estadunidense.

Terceira noite
Na terceira noite de protestos em Minneapolis, manifestantes incendiaram carros, imóveis e saquearam supermercados. Policiais tentaram segurar o ataque enfurecido dos manifestantes, com saraivadas de tiros de balas de borracha.

Os distúrbios começaram depois que, na segunda-feira (25), a polícia tentou prender Floyd do lado de fora de um supermercado de Minneapolis, porque ele era suspeito de ter feito compras com notas falsas. Um espectador gravou a abordagem da polícia. Um policial se ajoelhou no pescoço de Floyd por quase oito minutos, enquanto ele se queixava de que não conseguia respirar – antes de morrer.

O Ministério Público dos EUA e o FBI em Minneapolis disseram que estavam conduzindo “investigação criminal robusta” sobre a morte de Floyd.


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