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20 de agosto de 2018, 09h50

Golpe faz renda média despencar e aprofunda desigualdade, de acordo com pesquisa FGV

Em junho de 2018, o país completou quase três anos de alta ininterrupta da disparidade salarial

Temer. Foto: Lula Marques/Agência PT
De acordo com pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, a renda média do brasileiro caiu 3.4% nos últimos quatro anos. A pesquisa vai mais longe ainda e aponta que a concentração de renda aumentou 3,2%, fazendo com que o bem-estar geral da nação caísse 7,5% no mesmo período. A coluna de Ancelmo Gois conversou com Marcelo Neri, da FGV Social. Segundo ele, o bolo de renda murchou, principalmente, para os mais pobres. Pelas suas contas, em junho de 2018, o país completou quase três anos de alta ininterrupta da disparidade salarial. “Isso não acontecia desde 1989, recorde da série nacional de...

De acordo com pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, a renda média do brasileiro caiu 3.4% nos últimos quatro anos. A pesquisa vai mais longe ainda e aponta que a concentração de renda aumentou 3,2%, fazendo com que o bem-estar geral da nação caísse 7,5% no mesmo período.

A coluna de Ancelmo Gois conversou com Marcelo Neri, da FGV Social. Segundo ele, o bolo de renda murchou, principalmente, para os mais pobres. Pelas suas contas, em junho de 2018, o país completou quase três anos de alta ininterrupta da disparidade salarial. “Isso não acontecia desde 1989, recorde da série nacional de desigualdade”.

Desemprego

Estes dados por si só já são alarmantes, mas não os únicos. A taxa oficial do IBGE de desemprego é de 12,7% da população economicamente ativa, ou mais de 13 milhões de pessoas sem trabalho, e esse percentual é maior entre mulheres, jovens, negros e pessoas com baixa escolaridade.

Entretanto, esse número chega a 28 milhões quando se soma à força de trabalho subutilizada – formada por desempregados, pessoas subocupadas (que gostariam de trabalhar mais do que a jornada que exercem) e a força de trabalho potencial (pessoas que desistiram de procurar emprego, mães que deixam o emprego para cuidar dos filhos e outros casos de pessoas que poderiam trabalhar, mas estão fora do mercado).

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