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20 de julho de 2015, 19h34

Governo angolano mantém presos políticos há um mês

Nesta segunda-feira (20) completa-se um mês que 18 jovens foram presos por organizar manifestações contra o governo de José Eduardo dos Santos, há mais de 30 anos no poder; entidade lançou campanha pela liberdade dos ativistas e um vídeo com participação de intelectuais do país, como o escritor Ondjaki. Assista.

Nesta segunda-feira (20) completa-se um mês que 18 jovens foram presos por organizar manifestações contra o governo de José Eduardo dos Santos, há mais de 30 anos no poder; entidade lançou campanha pela liberdade dos ativistas e um vídeo com participação de intelectuais do país, como o escritor Ondjaki. Assista  Por Redação Há 30 dias, na cidade de Luanda – capital de Angola -, 18 jovens foram presos pela polícia pelo fato de estarem reunidos em uma residência fazendo uma leitura sobre democracia e desobediência pacífica. De acordo com o Procurador Geral da República angolano, João Maria de Sousa, eles são acusados de crime contra a segurança nacional.  Os jovens são considerados presos políticos,...

Nesta segunda-feira (20) completa-se um mês que 18 jovens foram presos por organizar manifestações contra o governo de José Eduardo dos Santos, há mais de 30 anos no poder; entidade lançou campanha pela liberdade dos ativistas e um vídeo com participação de intelectuais do país, como o escritor Ondjaki. Assista 

Por Redação

Há 30 dias, na cidade de Luanda – capital de Angola -, 18 jovens foram presos pela polícia pelo fato de estarem reunidos em uma residência fazendo uma leitura sobre democracia e desobediência pacífica. De acordo com o Procurador Geral da República angolano, João Maria de Sousa, eles são acusados de crime contra a segurança nacional. 

Os jovens são considerados presos políticos, pois já eram visados pela polícia antes da detenção. Eles participaram de inúmeras manifestações por mais democracia no país e criticam o governo de José Eduardo dos Santos, no poder há mais de 30 anos.

Com as desigualdades sociais cada vez mais acirradas, o país africano vem sendo palco de vários protestos populares há anos e a forma como o governo costuma lidar com os manifestantes preocupa entidades de direitos humanos.

Entre vários outros casos, em maio de 2012, por exemplo, dois ativistas, Alves Kamulingue e Isaías Kassule, desapareceram quando tentavam organizar um protesto e até hoje não há informações sobre eles. 

Neste sentido, o Grupo de Apoio aos Presos Políticos Angolanos (Gappa) lançou a campanha “Liberdade Já”, em que pedem o pleno direito à manifestação e a liberdade dos jovens ativistas. Em um vídeo publicado na internet, artistas e intelectuais de Angola, como o escritor Ondjaki, prestam solidariedade à causa. 

Os 30 dias de prisão dos manifestantes rendeu, inclusive, a pauta para a coluna desta segunda-feira (20) no jornal O Globo do escritor José Eduardo Agualusa. No texto, intitulado “O Brasil e a ditadura angolana”, Agualusa faz um retrospecto de como personalidades brasileiras já se envolveram, historicamente, com as causas sociais de Angola – considerado por ele um “país irmão” – e pede a solidariedade dos brasileiros para os jovens presos.

“O Brasil não pode ignorar o que se passa em Angola. Seria importante, neste momento, escutar a voz daqueles artistas generosos e solidários que visitaram Luanda nos anos 70 e 80, em momentos difíceis, e que ainda hoje são idolatrados no país, como Chico Buarque, Djavan ou Martinho da Vila”, apela o escritor. 

Foto: Rede Angola 

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