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07 de junho de 2019, 09h31

Governo argentino traçou estratégia para evitar exposição de Macri com Bolsonaro

Informações obtidas pela Fórum comprovam que Bolsonaro não recebeu as honrarias costumeiras durante visita à Argentina e terminou a viagem jantando sozinho com a esposa, Michelle Bolsonaro. Às vésperas de nova disputa presidencial, Macri evitou o brasileiro, que é rechaçado por vários setores da política e da sociedade argentina

Bolsonaro e Mauricio Macri (Foto: Marcos Corrêa/PR)
Às vésperas do vencimento do prazo para formação das coligações e faltando pouco mais de um mês para o início da campanha eleitoral, o presidente da Argentina e candidato à reeleição, Maurício Macri armou uma estratégia para expor minimamente a sua imagem junto à de Jair Bolsonaro durante a visita do presidente brasileiro nesta quinta-feira (6). Segundo o jornalista Ezequiel Chabay, do portal Cronista, a Casa Rosada, sede do governo argentino, planejou uma “recepção ajustada estritamente ao decoro protocolar, sem maiorias honrarias e pensando, antes de tudo, em cuidar da imagem do presidente Maurício Macri”. A estratégia foi justamente para...

Às vésperas do vencimento do prazo para formação das coligações e faltando pouco mais de um mês para o início da campanha eleitoral, o presidente da Argentina e candidato à reeleição, Maurício Macri armou uma estratégia para expor minimamente a sua imagem junto à de Jair Bolsonaro durante a visita do presidente brasileiro nesta quinta-feira (6).

Segundo o jornalista Ezequiel Chabay, do portal Cronista, a Casa Rosada, sede do governo argentino, planejou uma “recepção ajustada estritamente ao decoro protocolar, sem maiorias honrarias e pensando, antes de tudo, em cuidar da imagem do presidente Maurício Macri”.

A estratégia foi justamente para preservar a imagem de Macri diante dos vastos setores da política e da sociedade que rechaçaram a visita de Bolsonaro por causa de seu perfil e declarações racistas, homofóbicas e misóginas.

Informações obtidas pela Fórum comprovam que Bolsonaro não recebeu as honrarias costumeiras durante visita à Argentina e terminou a viagem jantando sozinho com a esposa, Michelle Bolsonaro. É costume na Argentina a realização de um jantar público com presidentes estrangeiros no Centro Cultural Kirchner, o CCK.

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Além da ausência do jantar com Macri, o brasileiro também não foi reconhecido como “visitante ilustre” na Câmara de Buenos Aires e tampouco falou ao Congresso.

O presidente colombiano, Ivan Duque, que chega na capital argentina na segunda-feira, será recebido como visitante ilustre e deve seguir todo o rito reservado a autoridades estrangeiras.

A maioria das atividades de Bolsonaro no país vizinho aconteceu de portas fechadas. O presidente brasileiro se encontrou com empresários, legisladores e juízes de forma privada, além de ter participado de se reunido com Macri na Casa Rosada e ter participado de um almoço promovido pelo mandatário argentino.

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