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11 de julho de 2019, 13h18

Governo Bolsonaro quer 108 novas escolas “cívico-militares” até 2023

O MEC anunciou um plano que pretende aumentar em mais de 50% o numero de escolas cívico-militares no país até o fim do mandato de Jair Bolsonaro; atualmente há 203 centros de ensino deste tipo

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Comprometido em expandir o ensino militar no Brasil, o Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta quinta-feira (11) um plano que pretende aumentar em mais de 50% o numero de escolas “cívico-militares” no país, uma das propostas de campanha de Jair Bolsonaro. Segundo o MEC, atualmente existem 203 centros voltados ao ensino baseado na doutrina militar com atuação de civis. Esse número pode subir para 315 até 2023, com a proposta de criação de 27 escolas por ano, uma em casa unidade da federação, com o apoio dos governos estaduais. O termo “cívico-militar” tem sido usado para evitar confusão com as...

Comprometido em expandir o ensino militar no Brasil, o Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta quinta-feira (11) um plano que pretende aumentar em mais de 50% o numero de escolas “cívico-militares” no país, uma das propostas de campanha de Jair Bolsonaro.

Segundo o MEC, atualmente existem 203 centros voltados ao ensino baseado na doutrina militar com atuação de civis. Esse número pode subir para 315 até 2023, com a proposta de criação de 27 escolas por ano, uma em casa unidade da federação, com o apoio dos governos estaduais.

O termo “cívico-militar” tem sido usado para evitar confusão com as “escolas militares”, que são comandadas exclusivamente pelas Forças Armadas e estão fora da jurisdição do MEC.

O planejamento anunciado pelo ministro Abraham Weintraub ainda pretende fortalecer 28 centros existentes por ano, totalizando 112 até o fim do mandato de Bolsonaro.

A medida pode aproximar a ala olavista do governo da ala militar, que frequentemente entram em guerra. Weintraub é um notório seguidor de Olavo de Carvalho.

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