Imprensa livre e independente
21 de março de 2019, 06h00

Governo de Bolsonaro é o sonho do neoliberalismo “made in USA”

A ignorância de conceitos básicos de economia, relações internacionais e soberania nacional, aliada à submissão por um encantamento quase infantil de Bolsonaro e seu governo, são um sonho que o neoliberalismo "made in USA" não ousou acreditar que se transformaria em realidade nem mesmo nos tempos em que FHC serviu de aparador para Bill Clinton

Bolsonaro e Trump (Foto: Alan Santos/PR)
O deslumbre demonstrado por Jair Bolsonaro na vergonhosa viagem aos Estados Unidos – totalmente desprezada pelo anfitrião – mostra que o apoio do sistema financeiro e do establishment hegemônico à eleição do capitão não se deu à toa. Viagem de vira-latas: a submissão de Bolsonaro aos EUA em 12 falas e situações A ignorância de conceitos básicos de economia, relações internacionais e soberania nacional, aliada à submissão por um encantamento quase infantil de Bolsonaro e seu governo, são um sonho que o neoliberalismo “made in USA” não ousou acreditar que se transformaria em realidade nem mesmo nos tempos em que...

O deslumbre demonstrado por Jair Bolsonaro na vergonhosa viagem aos Estados Unidos – totalmente desprezada pelo anfitrião – mostra que o apoio do sistema financeiro e do establishment hegemônico à eleição do capitão não se deu à toa.

Viagem de vira-latas: a submissão de Bolsonaro aos EUA em 12 falas e situações

A ignorância de conceitos básicos de economia, relações internacionais e soberania nacional, aliada à submissão por um encantamento quase infantil de Bolsonaro e seu governo, são um sonho que o neoliberalismo “made in USA” não ousou acreditar que se transformaria em realidade nem mesmo nos tempos em que FHC serviu de aparador para Bill Clinton.

Bolsonaro, que se vangloriou por receber o número particular de Donald Trump para ‘ligar quando quiser’ mesmo sem falar inglês, mal articula as ideias confusas, discursando em quaisquer ocasiões em looping, que circula entre ‘combate ao comunismo/ culpa do PT/ Cuba/ Venezuela’, tudo dito na primeira pessoa do singular.

Bolsonaro é ignorante confesso em economia, que foi entregue a bel prazer do “Chicago Old”, Paulo Guedes, que além da subserviência à ideologia de Milton Friedman – que não encontra lastro teórico ou prático em nenhum lugar do mundo – mostrou toda sua patética paixão pela Disneilândia e pela Coca-Cola na promessa de entregar a troco de pelúcias do Mickey e do Pateta toda riqueza aos comparsas do “mercado”, começando por uma reforma extorsiva da Previdência.

Veja também:  Governo quer escalar Flávio Bolsonaro em Comissão do Senado para aprovar Eduardo como embaixador

A visita à CIA, agência de inteligência criada justamente para propagar a “cultura” estadunidense e promover golpes durante a Guerra Fria, mostra a mesma ignorância de Sérgio Moro, que hoje ocupa o ministério da Justiça, após desenvolver sua noção de “justiça” nos quadrinhos do Batman e do capitão América.

Bolsonaro não governa. É governado. Sobretudo por Huguinho, Zezinho e Luizinho. Faz diplomacia com a cabeça esculpida por Olavo de Carvalho do filho Eduardo. Faz política e negociatas com o “traquejo” comunicacional de Carlos. E constrói relações sob os mesmos valores de Flávio.

Por sua ignorância – no sentido de ignorar o conhecimento -, Bolsonaro realiza o sonho do neoliberalismo “made in USA”, entregando riquezas e sufocando socialmente o Brasil sob um falso discurso patriótico e nacionalista. E tudo isso com o deslumbre de uma criança que viu o Pateta na Disneilândia pela primeira vez.

Nossa sucursal em Brasília já está em ação. A Fórum é o primeiro veículo a contratar jornalistas a partir de financiamento coletivo. E para continuar o trabalho precisamos do seu apoio. Saiba mais.

Veja também:  Com "torcida" de Bolsonaro por Macri, Mourão diz que relação com a Argentina independe de eleições

Você pode fazer o jornalismo da Fórum ser cada vez melhor

A Fórum nunca foi tão lida como atualmente. Ao mesmo tempo nunca publicou tanto conteúdo original e trabalhou com tantos colaboradores e colunistas. Ou seja, nossos recordes mensais de audiência são frutos de um enorme esforço para fazer um jornalismo posicionado a favor dos direitos, da democracia e dos movimentos sociais, mas que não seja panfletário e de baixa qualidade. Prezamos nossa credibilidade. Mesmo com todo esse sucesso não estamos satisfeitos.

Queremos melhorar nossa qualidade editorial e alcançar cada vez mais gente. Para isso precisamos de um número maior de sócios, que é a forma que encontramos para bancar parte do nosso projeto. Sócios já recebem uma newsletter exclusiva todas as manhãs e em julho terão uma área exclusiva.

Fique sócio e faça parte desta caminhada para que ela se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie a Fórum